Prefeitura de SP assumirá produção de material escolar após atraso do MEC
FNDE alega restrições orçamentárias e adota compra escalonada
A Prefeitura de São Paulo assumirá a produção e a distribuição de material didático próprio para as escolas de educação básica, diante do atraso na compra de livros didáticos pelo governo Lula.
Segundo a Folha de S.Paulo, a Secretaria Municipal de Educação da gestão de Ricardo Nunes (MDB) garantiu que nenhum estudante ficará desassistido.
O governo federal ainda não concluiu a aquisição de aproximadamente 240 milhões de exemplares necessários para o próximo ano letivo.
Para estudantes do ensino fundamental, do 1º ano ao 5º ano, até o momento foram compradas apenas as obras de português e matemática.
Esse material é distribuído para as escolas por meio do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), enquanto as aquisições são de responsabilidade do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão ligado ao MEC.
O FNDE informou que realizou a compra escalonada como estratégia para o ensino fundamental, em razão do “cenário orçamentário desafiador e a importância inequívoca de manutenção do PNLD para a educação pública do Brasil.”
“As compras para a EJA, cuja licitação está em fase final, estão garantidas. As estratégias para o ensino médio serão definidas na sequência”, acrescenta.
O montante para a compra dos livros é estimado em cerca de R$ 3,5 bilhões. O programa, contudo, tem um orçamento de R$ 2,04 bilhões.
Com isso, seria necessário ao governo um aporte de R$ 1,5 bilhão.
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Comentários (1)
Marian
22.07.2025 23:56União e reconstrução...pois é.