Prefeito ‘tiktoker’ vira réu em ação sobre compra de lousas digitais
MP apontou superfaturamento de R$ 11 milhões em contrato firmado pela Prefeitura de Sorocaba
A Justiça de São Paulo tornou réus nesta terça-feira, 13, o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), o ex-secretário de Educação da cidade Márcio Carrara e a empresa Educateca em um processo que apura o superfaturamento de R$ 11 milhões na compra de lousas digitais, segundo a Folha de S.Paulo.
O Ministério Público moveu a ação contra a Prefeitura de Sorocaba por suposto faturamento na compra de 1.188 lousas.
Em 2021, o município firmou um contrato com a Educateca com cada unidade custando R$ 26 mil.
Na ação, a promotoria comparou a aquisição por parte da cidade de Indaiatuba, em São Paulo, que adquiriu itens semelhantes, da mesma marca de modelo, por R$ 16,7 mil.
Em dezembro do ano passado, o TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) identificou uma “potencial incompatibilidade do preço praticado com o mercado” na aquisição das lousas digitais.
“O valor unitário pago pela Prefeitura Municipal de Sorocaba para o mesmo item é 56% superior ao valor pago pela Prefeitura Municipal de Indaiatuba”, diz um trecho do documento.
A Prefeitura de Sorocaba afirma que ainda não foi intimada e que as contratações seguiram os trâmites legais.
Leia mais: “Prefeito ‘tiktoker’ de Sorocaba é alvo de operação da PF”
Operação Copia e Cola
Em abril, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Copia e Cola para desarticular uma organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos destinados à saúde.
Um dos alvos era o prefeito Rodrigo Manga. A PF fez buscas na casa e no gabinete do prefeito.
A Secretaria de Saúde de Sorocaba, o diretório municipal do Republicanos e a residência do ex-secretário de Saúde Vinícius Rodrigues também foram alvos da operação.
Manga é conhecido por seus vídeos nas redes sociais, especialmente no TikTok.
Segundo a PF, a investigação começou em 2022, “após suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social (OS) para administrar, operacionalizar e executar ações e serviços de saúde no município de Sorocaba (SP)”.
“Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro, por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias”, continuou.
Além das buscas, foi determinado o sequestro de bens e valores em um total de até 20 milhões de reais e a proibição da Organização Social investigada de contratar com o poder público.
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Comentários (1)
Fabio B
14.05.2025 07:42Olha a pinta, o histórico desse sujeito, olha o tipo de gente com quem ele tira foto e recebe apoio, então não é surpresa alguma.