“Precipitação na escolha do Bacellar”, diz Flávio sobre sucessão de Castro
Senador afirma que definição sobre candidato ao Palácio Guanabara será tratada apenas em 2026
Em meio à confusão envolvendo a exoneração de Washington Reis (MDB), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira, 17, que houve uma “precipitação” do grupo político na escolha do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), como eventual sucessor do governador Claudio Castro (PL).
Segundo Flávio, a escolha do candidato que terá apoio do grupo para disputar o governo do Rio será tratada no próximo ano.
“Houve precipitação na escolha do Bacellar, e o tema [sucessão do Castro] só será tratado agora, no ano que vem”, afirmou.
Bacellar e Reis, os dois envolvidos diretamente na crise, disputam o apoio da família Bolsonaro para concorrer ao Palácio Guanabara na eleição de 2026.
Crise no Rio
Em 3 de julho, Bacellar exonerou o secretário de Transporte, Washington Reis, durante uma viagem de Castro ao exterior.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista ao site Agenda do Poder, disse ter aconselhado Castro a revogar a exoneração de Washington Reis e negociar uma “saída no diálogo” entre Bacellar e o ex-secretário de Transportes.
“Sugeri ao governador que revisse a exoneração, ele próprio fazendo ou alinhado com Rodrigo Bacellar. Washington Reis é uma grande liderança e é importante estar no nosso time em 2026”, disse Flávio ao Globo.
O presidente da Alerj, contudo, afirmou que deixaria de ser candidato ao governo do Rio caso fosse desautorizado por Cláudio Castro.
O governador, então, manteve a decisão de Bacellar e afirmou que a demissão de Reis “já vinha sendo tratada e discutida” entre os aliados, em razão de suas “sinalizações” desconectadas de seu grupo político.
No entanto, Castro classificou o ato como “intempestivo e desrespeitoso” ao decidir exonerar o secretário sem sua aprovação.
“Ao longo de toda a minha trajetória, sempre acreditei que a boa política é feita com diálogo, respeito e muito trabalho. À frente do Governo do Rio, sempre primei para que, eu e todo o nosso time, colocássemos os interesses da população acima de qualquer ambição, política ou pessoal.
A demissão do secretário Washington Reis vinha sendo tratada e discutida, nas últimas semanas, por conta de suas sinalizações, desalinhadas ao nosso grupo político. Ela já estava em minha previsão e seria realizada após o retorno do meu período de férias.
Este fato não justifica o ato intempestivo e desrespeitoso do presidente da Assembleia em exonerá-lo sem a minha aprovação ou sem dialogar com os campos políticos de nossa base.
Mantenho a exoneração de Washington Reis, mas este assunto será discutido pelos presidentes de partidos do nosso campo político, já que a sucessão ao governo estadual é um projeto de um campo político e não de um desejo pessoal e descoordenado“, escreveu Castro.
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