Polícia prende segundo suspeito de participar da execução de ex-delegado-geral
Luiz Henrique Santos Batista é apontado como um dos responsáveis pela logística do crime
A Polícia de São Paulo prendeu nesta sexta-feira, 19, Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como “Fofão”, suspeito de envolvimento no assassinato de Ruy Ferraz Fontes, ex-diretor-geral da Polícia Civil do estado.
O homem foi localizado e detido na cidade de Praia Grande, no litoral paulista. Ele é apontado como um dos responsáveis pela logística do crime ocorrido na segunda, 15.
“Na manhã desta sexta-feira, um homem foi preso no litoral, suspeito de participação na logística do crime”, diz trecho da nota da Secretaria de Segurança Pública.
“A polícia vai ouvir todos os que alugaram a casa nas últimas semanas, assim como o dono do imóvel e o irmão dele, que é policial militar”.
A investigação trabalha com duas principais linhas.
A primeira aponta para uma possível motivação relacionada à sua atuação na Polícia Civil, que comandou entre 2019 e 2022, durante a gestão de João Doria.
A segunda linha considera um possível vínculo com sua função atual na Prefeitura de Praia Grande.
Em ambas as hipóteses, contudo, não está descartada a participação do crime organizado no homicídio, que envolveu mais de 20 disparos de fuzil.
Derrite liga crime ao PCC
Em entrevista coletiva, Derrite disse ‘não restar dúvidas’ de que a execução de Ruy Ferraz Fontes pode ser atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
No entanto, ele afirmou que as autoridades ainda investigam a motivação do crime.
“Para nós, não resta dúvida. A dúvida, e a gente não descarta possibilidades, é se a execução foi motivada por conta do combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta de uma atuação atual como secretário municipal em Praia Grande. Agora, que há participação do crime organizado, não resta dúvida por conta principalmente do Masquerano [Felipe Avelino da Silva], que é um indivíduo […] que pertence à organização criminosa PCC por conta dos trabalhos de inteligência tanto do DIPOL [Departamento de Inteligência da Polícia Civil] quanto do Centro de Inteligência da Polícia Militar.
Então tem um histórico de relatórios de inteligência [dizendo] que ele exerce inclusive uma função de final da disciplina [nome dado à liderança que dita as regras dentro do PCC], como assim chamado, na região do ABC. Uma função de relevância dentro da organização criminosa. Então não tem como descartar. Isso é um fato. O crime organizado participou da execução. Agora a motivação é que ainda está em aberto, e nós estamos avaliando as duas possibilidades.”
A execução do ex-delegado-geral
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo (PCSP) e secretário de Administração de Praia Grande, Ruy Ferraz Fontes, foi executado a tiros na segunda-feira, 15, enquanto dirigia um carro na cidade, no litoral sul de São Paulo.
Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 18 horas, na avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, nas proximidades do Fórum da cidade.
Testemunhas relataram que os criminosos desceram de outro veículo e atiraram diversas vezes contra o carro de Fontes.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ordenou a mobilização total da Polícia Civil para encontrar os assassinos do ex-delegado-geral.
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