Polícia prende 16 por roubos de joias no centro de SP
Operação Eldorado mira quadrilha que agia em área comercial da capital paulista com funções divididas entre os integrantes
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou na manhã desta quarta-feira, 14, uma operação para desmantelar um grupo criminoso dedicado ao furto e à comercialização ilegal de correntes de ouro no centro da cidade.
Ao todo, 16 pessoas acabaram detidas — parte delas capturada durante a ação policial, parte já custodiada em unidades prisionais por envolvimento em crimes da mesma natureza.
Segundo a Agência SP, a Operação Eldorado e contou com a coordenação da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco) da 1ª Seccional da capital.
Divisão de tarefas marcava atuação do grupo
De acordo com informações da Agência SP, a quadrilha operava com funções definidas de antemão. Um primeiro grupo, chamado de “olheiros”, monitorava pedestres nas imediações da Rua 25 de Março e da Ladeira Porto Geral, comunicando por sinais a presença de possíveis vítimas com joias visíveis. Cabia aos “puxadores” efetuar a subtração dos objetos com violência e se evadir em seguida.
Um terceiro grupo, denominado “paredes”, posicionava-se ao redor das vítimas para obstruir o campo de visão de testemunhas e atrapalhar eventuais perseguições — um dos líderes que exercia essa função foi preso em Santo André. Após os roubos, integrantes de apoio logístico retiravam as peças do local para afastar o risco de flagrante.
Ouro derretido para apagar rastros
O destino final das correntes era uma rede de receptadores instalada em estabelecimentos comerciais na região da Sé. Esses compradores adquiriam as peças e as fundiam para eliminar qualquer possibilidade de rastreamento da origem do metal.
As investigações pela 1ª Cerco tiveram início em janeiro de 2026. Ao longo dos meses seguintes, ao menos dez boletins de ocorrência associaram os investigados aos crimes na área.
O delegado Ronald Quene Justiniano, titular da 1ª Cerco, explicou a dinâmica da operação: “Conseguimos desarticular uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções desde a abordagem até a receptação. A prisão dos envolvidos é essencial para interromper essa cadeia de crimes e avançar nas investigações de outros possíveis casos. Em algumas situações, a falta de boletim de ocorrência por parte das vítimas dificulta a identificação de todos os delitos”.
Durante as diligências, foram apreendidos correntes de ouro, relógios, alianças e aparelhos celulares. Os envolvidos responderão por roubo, receptação, associação criminosa e corrupção de menores. A operação seguia em andamento no momento da publicação desta reportagem, com buscas pelos demais investigados ainda em curso.
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