Polícia investiga morte de fisiculturista em SP
Inquérito apura circunstâncias do óbito de Gabriel Ganley, de 22 anos; anabolizantes apreendidos no apartamento serão analisados
Um inquérito policial foi instaurado no 57º Distrito Policial, no bairro Parque da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, para apurar as circunstâncias da morte de Gabriel Ganley, fisiculturista de 22 anos, encontrado em seu apartamento no sábado, 23.
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita e, depois, classificado como morte súbita. A investigação aguarda laudos do Instituto Médico Legal para definir se há outros fatores envolvidos no óbito.
Como o corpo foi encontrado
Segundo informações do g1, familiares e conhecidos de Ganley estavam sem contato com o jovem havia dias quando um amigo se deslocou até o endereço. Funcionários do condomínio confirmaram que o apartamento estava ocupado, com as luzes acesas. Sem resposta às chamadas, o amigo arrombou a porta e encontrou o fisiculturista caído na cozinha, já sem vida. A Polícia Militar foi acionada pelo telefone 190.
A perícia técnica constatou que o imóvel estava limpo e organizado, sem indícios de luta ou violência. Durante o trabalho dos peritos, foram localizados e apreendidos medicamentos identificados como possivelmente anabolizantes. O material será encaminhado para análise laboratorial. A Polícia Civil ressaltou, em nota, que não há informação oficial que estabeleça relação entre as substâncias encontradas e a causa da morte.
O que a investigação busca esclarecer
O atestado de óbito apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte — condição em que o músculo cardíaco cresce além do normal, aumentando o risco de arritmias fatais e parada cardiorrespiratória. A doença pode ter origem genética ou ser agravada pelo uso de esteroides anabolizantes, substâncias que o próprio Ganley admitia publicamente utilizar em suas redes sociais, onde acumulava mais de um milhão de seguidores.
O uso de anabolizantes para fins estéticos ou de melhora de performance é proibido por resolução do Conselho Federal de Medicina desde 2023. A medida foi adotada após pesquisas documentarem riscos cardiovasculares, hepáticos e psíquicos ligados ao consumo dessas substâncias.
Em nota, a Polícia Civil de São Paulo informou que “a autoridade policial realiza diligências e aguarda o resultado de laudos do IML visando o esclarecimento dos fatos”.
Enquanto a investigação avança, o corpo de Gabriel Ganley foi cremado nesta segunda-feira, 25, em cerimônia fechada, com a presença apenas de familiares próximos.
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