Polícia Civil prende três membros do PCC acusados de mandar matar ex-delegado-geral
Suspeitos são acusados de articular, planejar e dar apoio logístico ao assassinato ocorrido em Praia Grande
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 13, três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusados de mandar matar o ex-delegado-geral da corporação, Ruy Ferraz Fontes, em setembro do ano passado na Praia Grande, no litoral paulista.
Foram expedidos cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na capital.
Três presos
Um dos presos é Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC, capturado no bairro Vila Isa, na região de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito integra o PCC e é investigado por ter prestado apoio estratégico e logístico ao crime, incluindo a guarda de veículos, o uso de imóveis de apoio e a ocultação de elementos relacionados ao assassinato.
Fernando Alberto Teixeira, vulgo Azul ou Careca, é apontado como um dos responsáveis por articular a ação criminosa. As investigações indicam que ele participou do planejamento, da coordenação logística e da execução indireta do crime. Ele foi preso em Jundiaí, no interior paulista, e teve dois telefones celulares apreendidos.
Já Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho, foi preso em Mongaguá, no litoral de São Paulo. Ele é apontado como o principal articulador logístico e operacional do grupo.
As investigações indicam que os suspeitos agiram de forma organizada, com funções bem definidas. Segundo a Polícia Civil, há fortes indícios de que eles participaram conjuntamente do planejamento, da execução e do apoio logístico do crime.
A emboscada
Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos, foi atingido quando deixava a sede da prefeitura de Praia Grande, onde atuava como secretário municipal de Administração.
O carro dele recebeu 29 dos 69 disparos efetuados na ação.
Ferraz havia se tornado alvo da facção por sua atuação contra o PCC. Ex-delegado-geral, comandou a Polícia Civil entre 2019 e 2022 e, em 2006, indiciou toda a cúpula da organização, incluindo o líder Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
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