Polícia Civil desarticula esquema de desmanche em SP e MG
‘Operação Kratos’, coordenada pelo Deic, apreendeu 25 mil peças veiculares e identificou bases clandestinas
A Polícia Civil desmantelou uma rede criminosa especializada em desmanche de caminhões roubados e venda ilegal de componentes em São Paulo e Minas Gerais. A ‘Operação Kratos’, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), revelou um esquema de movimentação financeira elevada, com a apreensão de extenso material ilícito.
O Deic identificou centros de operação clandestinos em três municípios paulistas e um ponto de distribuição no estado vizinho. As bases operacionais foram localizadas em Mogi Guaçu, Mogi Mirim e Jacareí, no estado de São Paulo, e o centro de distribuição funcionava em Poços de Caldas, Minas Gerais.
A estrutura da organização criminosa
As apurações foram gerenciadas pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Roubo de Cargas (Divecar). O trabalho investigativo teve início após a identificação de um galpão em Mogi Guaçu dedicado integralmente ao corte de veículos pesados. Neste primeiro local, as autoridades efetuaram a prisão de uma pessoa e identificaram outros três indivíduos envolvidos nas atividades. A quadrilha era responsável pelo roubo dos caminhões na capital e em cidades da Região Metropolitana de São Paulo, transportando-os para os espaços de desmanche.
A diligência subsequente levou os policiais a um segundo imóvel, localizado na cidade de Jacareí, onde foram encontrados cinco caminhões. Três dos veículos estavam em processo de desmonte, enquanto dois já haviam sido totalmente cortados. A polícia utilizou a quebra de sigilos telefônicos dos suspeitos para mapear a estrutura da organização. Isso permitiu a identificação dos responsáveis pelo esquema, bem como dos locais utilizados para lavagem de dinheiro e para o armazenamento das peças.
Apreensões e continuidade das investigações
O material desmantelado tinha como destino final um ponto de distribuição situado em Poços de Caldas, Minas Gerais. No município mineiro, o grupo utilizava uma loja de autopeças regular para misturar os componentes de origem ilícita com produtos adquiridos legalmente. A Polícia Civil de Poços de Caldas colaborou com a execução da operação no estado. No total, foram apreendidas aproximadamente 25 mil peças veiculares cuja origem não pôde ser comprovada. Além dos componentes, as forças de segurança confiscaram nove veículos, documentos diversos, aparelhos de informática e telefones celulares.
A operação resultou no cumprimento de oito mandados de busca. Sete destes mandados foram executados na capital paulista e em Guarulhos, e o oitavo em Poços de Caldas. As autoridades também expediram quatro mandados de prisão temporária contra os envolvidos na fraude.
O caso foi formalmente registrado na 2ª Delegacia da Divecar como cumprimento de mandado de busca e apreensão e localização de objetos e veículos. As investigações permanecem ativas com o objetivo de identificar e responsabilizar outros indivíduos que façam parte deste esquema.
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