PM acusado de matar ex-campeão mundial de jiu-jítsu começa a ser julgado
Tenente Henrique Velozo alega legítima defesa; Júri definirá condenação ou absolvição
O policial militar Henrique Velozo, acusado de assassinar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo (foto), em 7 de agosto 2022, começou a ser julgado nesta quarta-feira, 12, em São Paulo.
O tenente da PM está preso preventivamente, após ser acusado pelo Ministério Público (MP) de atirar contra o lutador durante uma briga em uma festa noturna na zona sul da capital paulista.
A sessão, que teve início da manhã desta quarta, 12, ouvirá nove testemunhas. Elas foram indicadas pela defesa e acusação. Em seguida, está programado o interrogatório do réu e os debates finais entre as partes.
O caso é conduzido pela magistrada Fernanda Jacomini, da 1ª Vara do Júri.
A decisão final estará nas mãos de cinco jurados, sendo cinco mulheres e dois homens que votarão pela condenação ou absolvição de Velozo.
O que diz o acusado
Velozo afirma que reagiu em legítima defesa.
Segundo o tenente, Leandro Lo o teria atacado subitamente com um golpe de “baiana” e um estrangulamento, fazendo com que ele desmaiasse.
Ao recuperar a consciência, o policial disse ter temido nova agressão e o risco de ter sua arma subtraída, motivo pelo qual teria sacado a pistola e disparado uma vez na cabeça do lutador.
A versão do MP
O MP contesta a tese de legítima defesa e se apoia no depoimento de Bruno Nobete Miranda, lutador de 40 anos que presenciou o crime.
Segundo o blog True Crime, Miranda deve confirmar detalhes que incriminam o policial.
Em juízo, ele relatou que Velozo se aproximou da mesa dos atletas dançando de forma provocativa e pegou a garrafa de uísque do grupo que estava com Leandro Lo.
O lutador teria segurado seu pulso e pediu que largasse o objeto.
Em seguida, aplicou um golpe conhecido como “baiana” e o imobilizou brevemente, mantendo as mãos sobre o peito de Velozo e pedindo calma.
Ainda de acordo com o depoimento, o policial se levantou, colocou o boné e se afastou em direção à saída.
Pouco depois, retornou agachado e correndo. Ao se aproximar da mesa, sacou a arma e atirou à queima-roupa na testa de Leandro, sem qualquer nova discussão.
O lutador, que era um dos maiores nomes do jiu-jítsu mundial, morreu aos 33 anos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)