PL lança campanha contra redução da jornada de trabalho
Partido prepara vídeos nas redes sociais para contestar a PEC do fim da escala 6x1; argumento pretende chegar ao eleitor de direita
O PL (Partido Liberal) articula uma série de ações nas redes sociais para se contrapor à Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta é alcançar diretamente o eleitor de direita e o setor empresarial, com o argumento de que a mudança resultará em perdas financeiras para os trabalhadores de menor renda.
Vídeos e discurso econômico
A iniciativa prevê a divulgação de conteúdos audiovisuais que colhem depoimentos de mulheres com receio de cortes salariais. O material será veiculado sob o lema “O Brasil que trabalha não pode parar” e afirma que “reduzir a jornada pode prejudicar a vida da mulher trabalhadora”.
A publicação está condicionada à instalação oficial da comissão especial, prevista para ocorrer nesta semana por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A escolha do perfil feminino como protagonista da campanha reflete uma decisão tática do partido: humanizar o debate econômico e antecipar a narrativa antes que a comissão especial entre em funcionamento.
Disputa na comissão especial
A instalação do colegiado ocorre em meio a pressões nas redes sociais sobre Hugo Motta, a quem internautas atribuíam a intenção de postergar a análise da proposta. O PL pretende usar o espaço da comissão para apresentar argumentos contra a viabilidade econômica da PEC.
A principal linha do partido é de que os custos gerados para os empregadores serão repassados indiretamente aos trabalhadores, sobretudo aos de renda mais baixa.
Empresários já sinalizaram que a extinção da escala 6×1 implicará despesas adicionais de operação — posição que diverge do texto da PEC, o qual veda expressamente qualquer redução salarial decorrente da mudança na jornada.
Contexto da proposta
A PEC em tramitação na Câmara estabelece a transição do modelo atual — seis dias de trabalho por um de descanso — para uma escala de cinco dias trabalhados e dois de folga, mantendo o salário intacto.
A aprovação pela CCJ deu novo impulso ao projeto e intensificou o embate entre apoiadores do governo, favoráveis à medida, e a oposição liderada pelo PL, que busca desidratar a proposta ao longo do processo legislativo.
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Comentários (2)
Sandra
28.04.2026 14:43Esse Flávio sabe dar tiro no pé..... kkkkk
Quanta palhaçada é feita em nome de votos dos analfabetos funcionais. Quem tem mais de dois neurônios que se lixe!