PL e PSOL pedem votação da PEC 4×3 na Câmara
Oposição e partido de Erika Hilton protocolam requerimentos para substituir proposta do governo por jornada mais favorável aos trabalhadores
Bancadas do PL e do PSOL apresentaram nesta quarta-feira, 27, requerimentos na Câmara dos Deputados pedindo que o plenário vote a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê escala de trabalho 4×3 (quatro dias trabalhados e três de folga), no lugar da proposta apoiada pelo governo, que estabelece a transição do modelo 6×1 para o 5×2.
A movimentação ocorreu no mesmo dia em que a comissão especial responsável pela matéria aprovou o texto em discussão por 34 votos a 4.
PL cheio de segundas intenções
Segundo O Globo, integrantes da bancada do PL admitem nos bastidores que o objetivo da iniciativa é político: expor o governo Lula diante de uma proposta que oferece condições ainda mais favoráveis à classe trabalhadora do que a defendida pelo Palácio do Planalto.
Durante a sessão da comissão, o líder do partido, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que a legenda defenderá no plenário a adoção imediata da escala 4×3. “Nós queremos que a redução da jornada de trabalho seja imediata. Que história é essa de dois meses? Para que isso?”, questionou.
A comissão rejeitou destaque apresentado pelo deputado que propunha validade imediata do direito a dois dias semanais de descanso, sem o prazo de 60 dias previsto no texto aprovado.
Quanto mais perto da eleição, melhor
Em resposta, o deputado Lindebergh Farias (PT-RJ), falando pela maioria, lembrou que mais de 60 parlamentares do PL assinaram emendas prevendo transição de até dez anos e jornada máxima de 52 horas semanais, além de citar declarações públicas de lideranças da oposição que alertavam para riscos inflacionários da medida.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) argumentou que a redução de jornada pode elevar custos para as empresas: “O que a gente tem que estar preocupado é se esse custo que vai aumentar na mão de obra não vai recair sobre aquele povo já tão sofrido”, afirmou.
Lula trata o tema como prioridade e pretende concluir a votação na Câmara ainda no primeiro semestre. O recesso parlamentar começa oficialmente em 18 de julho, mas o calendário é apertado: feriados e as festas juninas tendem a esvaziar o Congresso antes disso. Após aprovação na Câmara, o texto ainda precisará ser analisado pelo Senado.
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Comentários (2)
Marian
28.05.2026 10:06Porque não 5 x 2? Vamos destruir o capitalismo e depois mudar para o Paraguai
Claudemir Silvestre
27.05.2026 18:13Trabalhar pra que???