PGR pede condenação do ‘núcleo 4’ da trama golpista
Segundo Gonet, o grupo disseminou notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e contribuiu para a instabilidade que levou à tentativa de ruptura institucional
O procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, defendeu a condenação do sete réus do ‘núcleo 4’ da tentativa de golpe de Estado.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) conduz nesta terça-feira, 14, o julgamento.
Segundo Gonet, o grupo seria responsável por disseminar notícias falsas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, além de atacar instituições e autoridades.
“Os integrantes deste grupo, agora sob julgamento, que se dedicaram a fabricar e a disseminar narrativas falseadas no intuito de incutir na população a convicção de que a estrutura democrática estava se voltando sordidamente contra o povo”, disse o PGR.
Para Gonet, a atuação do grupo foi decisiva para impulsionar a instabilidade social que culminou na tentativa de ruptura institucional.
O Núcleo 4 é composto por Ailton Moraes Barros (ex-major do Exército), Ângelo Denicoli (major da reserva do Exército), Carlos Cesar Moretzsohn Rocha (presidente do Instituto Voto Legal), Giancarlo Rodrigues (subtenente do Exército), Guilherme Almeida (tenente-coronel do Exército), Marcelo Bormevet (agente da Polícia Federal) e Reginaldo Abreu (coronel do Exército).
Abin Paralela
Segundo o PGR, os réus Marcelo Bormevet e Giancarlos Rodrigues usaram a estrutura do Estado para manipular e distorcer informações contrárias às urnas eletrônicas, às instituições democráticas e às autoridades alvo dos ataques.
Gonet afirma que, dentro da chamada “Abin paralela”, eles agiram com o núcleo central da organização criminosa – o Núcleo 1, integrado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do seu governo – fornecendo informações sobre os opositores através de ferramentas da Abin.
A matéria está em atualização.
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