PGR pede condenação de irmãos Brazão e Rivaldo em ‘Caso Marielle’
Órgão se manifestou favoravelmente à condenação de cinco réus por tentativa de homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, e do delegado Rivaldo Barbosa e do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Além deles, a PGR se manifestou favoravelmente à condenação do ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca e do policial militar Ronald Alves Pereira.
O órgão pediu a condenação dos cinco acusados por tentativa de homicídio. Eles estão presos preventivamente.
Será aberto um prazo para as defesas dos réus apresentarem suas sustentações.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá liberar o caso para julgamento.
Moraes nega soltura
Em abril, Moraes negou o pedido de soltura de Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão.
Rivaldo Barbosa foi nomeado chefe da Polícia Civil do Rio um dia antes do crime.
Em depoimento ao STF, o delegado enviou um recado diretamente aos familiares de Marielle rometendo a ‘verdade’:
“Eu disse que a polícia ia trabalhar e trabalhou. Tenho certeza que ainda vamos nos encontrar. A verdade vai aparecer”, afirmou em outubro do ano passado.
No mesmo mês, o ministro autorizou Chiquinho Brazão a cumprir prisão domiciliar.
Moraes atendeu ao pedido da defesa de Brazão, que afirmou que o parlamentar sofre doença grave.
‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz.
Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além do delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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