PGR nega conexão com caso Master em investigação sobre produtora de “Dark Horse”
Defesa alegou conexão com os inquéritos, mas órgão afirma que investigação em São Paulo trata de “episódio distinto”
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça-feira, 29, contra um pedido apresentado pela defesa da empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora que realiza o filme “Dark Horse”, para levar investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Karina é investigada por contratos para o fornecimento de Wi-Fi firmados por um de seus institutos com a Prefeitura de São Paulo.
O pedido foi encaminhado ao ministro do STF André Mendonça, sob a alegação de que as apurações teriam vínculo com os inquéritos do Banco Master, cujo relator é o próprio magistrado.
A PGR, contudo, pediu o indeferimento do pedido. O órgão afirma que a investigação estadual trata de um “episódio distinto”, sem relação com o que é apurado no Supremo.
A polícia paulista apura supostas irregularidades identificadas em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil, fundado por Karina. O convênio prevê o fornecimento de pontos de Wi-Fi em comunidades da capital.
“Verifica-se que o cenário fático subjacente ao inquérito estadual ostenta delimitação autônoma e genérica, desprovida de dados probatórios mínimos aptos a evidenciar o nexo de conexão ou interdependência com o plexo investigativo mais amplo desenvolvido no âmbito da “Operação Compliance Zero”, escreveu a PGR, em parecer assinado pelo PGR Paulo Gonet.
O ministro do STF ainda não se pronunciou sobre o pedido dos advogados de Karina.
Na petição, a defesa solicitou, em caráter liminar, a suspensão imediata do inquérito da Polícia Civil de São Paulo e de todas as medidas investigativas relacionadas ao caso. O objetivo era conseguir a chamada “avocação” do processo, ou seja, que a investigação em primeira instância fosse levada ao Supremo.
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