PGR defende manter prisão de delegado acusado de mandar matar Marielle
Defesa de Rivaldo Barbosa sustentou que a liberdade do cliente "não põe em risco à ordem pública"
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta terça, 1º, contra o pedido de liberdade do delegado Rivaldo Barbosa, preso preventivamente sob suspeita de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco.
No mês passado, a defesa de Rivaldo solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que a liberdade do cliente “não põe em risco à ordem pública” e que não houve confirmação dos motivos que justificaram sua detenção.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que a manutenção da prisão continua necessária “pelos mesmos fundamentos que a justificaram”.
O posicionamento da PGR foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que avaliará o pedido da defesa.
Segundo o advogado Marcelo Ferreira, que representa o delegado, a manifestação da PGR é pautada apenas nas “declarações de assassinos confessos e de miliciano”, referindo-se aos depoimentos do miliciano e réu confesso Ronnie Lessa e de Orlando Curicica.
“PGR negligenciou absolutamente tudo o que foi produzido ao longo da instrução criminal, dispensando prova farta, testemunhal e documental, da inocência”, diz trecho da nota da defesa.
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‘Caso Marielle’
Marielle foi executada a tiros em março de 2018, junto de seu motorista, Anderson Gomes, no bairro do Estácio, região central do Rio, quando voltava de um encontro político na Lapa.
A assessora da parlamentar, que estava ao lado de Marielle, foi ferida apenas por estilhaços.
O crime de repercussão internacional deu início às investigações que, um ano depois, apontou para a prisão dos ex-policiais militares Ronnie Lessa e Elcio Queiroz. Os dois foram responsáveis pela execução de Marielle.
Mais recentemente, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) expediu um mandado de prisão contra os irmãos e parlamentares Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. além de Rivaldo Barbosa, suspeito de ajudar a planejar e atrapalhar as investigações.
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