PGJ denuncia prefeito afastado de São Bernardo
Além de Marcelo Lima, outras nove pessoas foram denunciadas por organização criminosa e lavagem de dinheiro
A Procuradoria-Geral de Justiça e a Assessoria de Competência Originária Criminal denunciaram na segunda-feira, 18, o prefeito afastado de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima (foto), e mais nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Além dele, foram denunciados o presidente afastado da Câmara Municipal de São Bernardo, Danilo Lima de Ramos, o suplente de vereador afastado, Ary José de Oliveira, e Paulo Iran, funcionário exonerado da Alesp apontado como operador financeiro do esquema.
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o esquema criminoso se sustenta na obtenção de contratos públicos e no desvio de recursos por meio de empresas que mantêm vínculos formais com a prefeitura e a Fundação ABC.
Além da condenação dos denunciados pela prática de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, o Ministério Público pediu ao Tribunal de Justiça a decretação da perda dos cargos públicos em definitivo e a fixação do valor de 16,9 milhões de reais para a reparação dos danos causados à Fazenda Pública de São Bernardo do Campo.
Se condenados, os denunciados poderão pegar penas que variam de três a oito anos de prisão mais multa por formação de organização criminosa e de três a dez anos mais multa por lavagem de capitais.
Operação Estafeta
A Polícia Federal deflagrou a Operação Estafeta para apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na administração pública do município de São Bernardo do Campo.
Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, os policiais foram às ruas cumprir dois mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão.
O TJ-SP também ordenou a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
A operação é realizada nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Mauá e Diadema, todas no estado de São Paulo.
Apreensão de 14 milhões de reais
As investigações começaram em julho de 2025 a partir da apreensão de 14 milhões de reais em espécie – em notas de real e dólar – na posse de um servidor público suspeito de integrar a organização criminosa.
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