PF prende ‘Careca do INSS’
O empresário Maurício Camisotti também foi preso por envolvimento em fraudes no INSS
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 12, o lobista e operador financeiro Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” (foto), e o empresário Maurício Camisotti.
Ambos são acusados de envolvimento em fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
As prisões são decorrentes da Operação Cambota, um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Além dos dois mandados de prisão, a PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no estado de São Paulo e no Distrito Federal.
Em nota, a PF informou que a operação apura os crimes de “impedimento ou embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio, além da possível obstrução da investigação por parte de alguns investigados”.
Intermediário dos sindicatos e associações, Antônio Carlos Antunes é acusado de ter transferido 9,3 milhões de reais para pessoas relacionadas a servidores do INSS entre 2023 e 2024.
Camisotti, por sua vez, seria beneficiário das fraudes na Previdência.
O advogado Nelson Willians é alvo de busca e apreensão da operação devido a transações financeiras consideradas suspeitas pelo Coaf e encaminhadas à Polícia Federal.
CPMI e o “Careca do INSS”
A prisão do “Careca do INSS” ocorre um dia após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovar o requerimento de quebra e transferência do sigilo de dados bancários e fiscais do lobista.
No caso dos dados bancários, os parlamentares querem acesso, especificamente, às informações de movimentação financeira, entre janeiro de 2022 e julho de 2025, de todas as contas de depósitos, de poupança, de investimento e de outros bens, direitos e valores, inclusive mobiliários, assim como das operações com cartão de crédito.
Já no caso dos dados fiscais, querem as declarações de Imposto de Renda, entre janeiro de 2022 e julho de 2025, acompanhadas de dossiê integrado com amparo, no que couber, em diferentes bases de dados que o senador indica.
“Em reunião com os líderes, chegou-se ao seguinte entendimento em relação aos requerimentos de transferência de sigilo: nas transferências de sigilos das entidades, associações e pessoas jurídicas a elas relacionadas, será considerado o período a partir da data de celebração do Acordo de Cooperação Técnica com o INSS até a presente data”, explicou o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Foram aprovados pedidos também para envio de relatórios por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) à comissão. Um deles é para que a comissão envie o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) referente ao Careca do INSS, entre janeiro de 2022 e julho de 2025.
Leia em Crusoé: Caça aos culpados
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Comentários (4)
Annie
12.09.2025 12:33Espero que com fim do julgamento de Bolsonaro e seus amigos o papo Antagonista volte a falar sobre isso.
Claudemir Silvestre
12.09.2025 09:38Mas logo um dos “advogados “ do LULA no STF manda soltar !!! Brasil esta ACABADO !!!
Edmar Alves Predebon
12.09.2025 08:09Demorou!
Annie 40
12.09.2025 07:34Trocou o relator ne?