PF encerra inquérito sobre morte do ‘Sicário’ no caso Master
Luiz Phillipi Mourão era o faz-tudo do banqueiro Daniel Vorcaro, atentou contra a própria vida na cadeia e morreu dias depois
A Polícia Federal concluiu nesta quinta-feira, 23, o inquérito que investigava as condições em que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão — conhecido como ‘Sicário’ e apontado como operador do banqueiro Daniel Vorcaro — atentou contra a própria vida, enquanto estava sob custódia da corporação.
O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável por conduzir as investigações relacionadas ao caso Banco Master. Mourão não sobreviveu ao episódio e faleceu dias após ser transferido a um hospital em Belo Horizonte.
Da prisão ao incidente
Mourão foi detido na manhã do dia 4 de março, quando agentes federais cumpriram mandado de prisão preventiva no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, voltada a apurar fraude financeira, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.
Na ocasião, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, relógios, joias e uma pistola sem registro — posse que geraria um processo separado por porte ilegal de arma de fogo, caso ele ainda estivesse vivo.
Após ser conduzido à superintendência da PF em Belo Horizonte, Mourão passou por revista e foi recolhido à cela 2, no terceiro andar do edifício. Ao meio-dia, foi levado para interrogatório, onde permaneceu por aproximadamente duas horas. Por volta das 15h20, já de volta à cela, tentou se matar.
Resposta e desfecho
Cerca de dez minutos se passaram até que agentes percebessem o que havia ocorrido e iniciassem manobras de reanimação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e chegou ao local por volta das 16h15.
Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde deu entrada às 17h56. Dois dias depois, a defesa confirmou a morte após o “encerramento do protocolo de morte encefálica”.
Com o envio do relatório ao STF, caberá à Corte analisar o material e definir os próximos passos. Nos bastidores, familiares e advogados aguardam a conclusão formal do inquérito para decidir se solicitarão uma apuração paralela sobre a morte ou se ingressarão com ação de indenização contra o Estado.
A defesa não quis se manifestar publicamente sobre o caso.
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Comentários (1)
E todos nós estamos acreditando na resposta dada neste inquérito. Só penso se o sicário estaria numa Ilha de Caras ou do Epstein???