PF cumpre mandados de busca na casa do governador do Acre
Segundo Cameli, a ação envolve uma denúncia sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local
A Polícia Federal (PF) realizou uma operação de busca e apreensão na casa do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), nesta quinta-feira, 5.
Segundo o governador, a ação envolve uma denúncia sobre o processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local.
Em nota, Cameli afirmou que recebeu os agentes da PF em sua residência e prestou, “com tranquilidade e transparência”, todas as informações solicitadas.
O governador informou que os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia de dinheiro de origem privada. Cameli disse que o montante é guardado como reserva financeira e que a comprovação dos recursos será apresentada às autoridades.
“Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”, afirmou.
A PF ainda não se manifestou sobre a operação.
Operação Ptolomeu
Em 2023, Cameli já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal no âmbito da chamada Operação Ptolomeu para investigar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos envolvendo a cúpula do governo estadual.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), em denúncia aceita pelo STJ, afirmou que a empresa Murano Construções e companhias subcontratadas – uma das quais tem como sócio Gledson Cameli, irmão do governador – teriam pagado propina ao governador por meio de pagamento de parcelas de um apartamento em bairro nobre de São Paulo.
Em maio de 2024 o STJ aceitou a denúncia.
As supostas práticas teriam causado um prejuízo de quase R$ 11,7 milhões aos cofres públicos.
Gilmar suspende julgamento
Em novembro do ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o julgamento do governador do Acre, que ocorreria na mesma semana no STJ.
na decisão, Gilmar ordenou que a Polícia Federal (PF) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apresentem os formulários utilizados para a emissão dos relatórios que embasaram a investigação contra Cameli.
O decano do STF atendeu ao pedido da defesa de Cameli, que afirmou ao Supremo não ter conseguido acesso aos formulários, o que prejudicaria o direito da defesa.
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