PF cumpre 10 mandados de prisão domiciliar após tentativa de fuga de Silvinei
Entre os alvos estão o ex-assessor Filipe Martins, a delegada Marilia Ferreira de Alencar e militares condenados pela trama golpista
A Polícia Federal cumpre na manhã deste sábado, 27, dez mandados de prisão domiciliar determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra condenados no caso da trama golpista de 2022.
As medidas foram ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes após a tentativa de fuga do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques, preso no Paraguai na sexta-feira ao tentar embarcar para El Salvador.
Os alvos fazem parte dos núcleos 2, 3 e 4 do plano golpista.
Segundo o STF, a decisão busca evitar novas tentativas de evasão de réus que ainda não iniciaram o cumprimento definitivo das penas, pois ainda podem recorrer das condenações.
Entre os atingidos estão o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, a delegada da Polícia Federal Marilia Ferreira de Alencar e os militares Giancarlo Gomes Rodrigues, Angelo Martins Denicoli, Fabricio Moreira de Bastos, Sergio Ricardo Cavaliere, Bernardo Romão Correa Netto e Ailton Gonçalves Moraes Barros.
Todos já foram sentenciados, mas aguardam o esgotamento de recursos.
Medidas ampliadas
Além da prisão domiciliar, Moraes impôs o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega de passaportes, a proibição de visitas e de contato com outros investigados, o veto ao uso de redes sociais e a suspensão de documentos de porte de arma de fogo.
As ordens foram cumpridas em oito estados e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das diligências.
Filipe Martins
Em Ponta Grossa (PR), agentes da PF estiveram na residência de Filipe Martins para comunicar a decisão.
Ele usava tornozeleira eletrônica e tinha autorização para sair de casa durante o dia, permissão agora revogada. O ex-assessor presidencial do governo Bolsonaro não poderá deixar a residência nem receber visitas sem autorização judicial.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o advogado de Martins, Jeffrey Chiquini, classificou a decisão como “absurda” e “vingativa”.
“O que o Filipe Martins tem a ver com a fuga de outro réu?”, questionou Chiquini, ao afirmar que “não há nenhuma alteração no quadro fático” que justificasse a medida.
A ofensiva ocorre um dia após a prisão de Silvinei Vasques, que havia rompido a tornozeleira eletrônica e deixado Santa Catarina com documentos falsos.
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