PF apreende última arma registrada em nome de Bolsonaro no RS
Homem procurou voluntariamente a PF para informar que estava com a espingarda
A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quarta-feira, 8, uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na casa de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul.
De acordo com a corporação, o homem procurou voluntariamente a PF para informar que estava com a arma e manifestar interesse em entregá-la.
Como não havia possibilidade de regularizar o transporte do armamento, agentes da Polícia Federal foram até o endereço para recolher a espingarda e adotar os procedimentos legais.
A espingarda era a última arma registrada em nome de Bolsonaro que ainda não havia sido recolhida pelas autoridades.
Busca e apreensão
Bolsonaro foi alvo de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na manhã de quarta-feira, 8, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desde a semana passada, a defesa do ex-presidente vem apresentando versões contraditórias sobre a quantidade de armas que estão em posse de Jair Bolsonaro.
Esse dado é tido como fundamental por Moraes para manter ou não a prisão domiciliar do ex-presidente da República.
Defesa de Bolsonaro
Em nota, o advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Jair Bolsonaro, classificou a operação como “invasiva” e afirmou que a maior parte das dez armas relacionadas na decisão judicial já estava armazenada no Batalhão de Polícia do Exército (BPE), em Brasília.
“Das dez armas, duas já haviam sido entregues à PF ainda em 2023, por determinação do TCU, visto que haviam sido presenteadas pelo governo dos Emirados Árabes Unidos”, diz o texto.
Segundo Bueno, outra arma era a que já havia sido apreendida anteriormente com um dos seguranças de Bolsonaro.
“Uma quarta arma, não localizada no BPE, tratava-se de uma espingarda que foi presenteada ao Presidente quando ainda no mandato, por uma empresa da cidade de Caxias do Sul/RS. A tramitação burocrática para registro da arma foi regularmente feita, somente após o que seria permitido sua retirada, fato que acabou por não ocorrer, de sorte que a peça estava registrada em nome do Presidente sem, contudo, jamais haver ingressado em sua posse.”
Bueno concluiu o texto afirmando que já havia informado previamente Moraes sobre a localização e a situação dos armamentos.
“Todos estes esclarecimentos já haviam sido prestados por mim antes da diligência de hoje que, ao final, prestou-se a ratificar o quanto dito pela defesa, não havendo, desta forma, nenhuma irregularidade no que toca ao acervo de armas do Presidente”, disse.
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