PF abre inquérito para apurar casos de intoxicação por metanol
Segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rede de distribuição do metanol pode atuar também em outros estados
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira, 30, que a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a origem do metanol responsável pelos casos de intoxicação no estado de São Paulo.
Em entrevista coletiva, o ministro disse ser possível que a rede de distribuição da substância atue também em outros estados.
“Na segunda-feira, determinamos ao doutor Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único estado. Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo”, afirmou.
Segundo Lewandowski, o “número elevado e inusitado” de intoxicações por metanol foge do padrão.
Trabalho integrado
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que o trabalho será integrado com a Polícia Civil de São Paulo.
“A gente vai buscar trabalhar de maneira integrada. São investigações que se complementam com investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo”, afirmou.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o número de casos de intoxicação por metanol em São Paulo é equivalente à metade da média anual do país.
“O país costuma ter 20 casos por ano de intoxicação por metanol. A partir de setembro, foi quase metade das notificações que costumam ter no ano e concentrado apenas em São Paulo, o que chama atenção”, disse Padilha.
Cinco mortes em SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que há pelo menos cinco mortes por intoxicação com metanol no estado e outros 17 casos suspeitos.
“São 22 casos entre suspeitos e confirmados. São cinco casos confirmados, 17 casos suspeitos. Nós temos cinco óbitos. Desses cinco óbitos, um confirmado, quatro em investigação. São quatro pessoas da cidade de São Paulo e uma pessoa que faleceu em São Bernardo do Campo, mas que provavelmente consumiu a bebida aqui na cidade de São Paulo”, disse o governador em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.
Tarcísio também anunciou a criação de um comitê de crise para coordenar as ações contra a adulteração de bebidas alcoólicas em São Paulo.
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