Petróleo cai após reabertura do Estreito de Ormuz
Trump e Irã confirmam reabertura parcial do Estreito de Ormuz e petróleo cai quase 10%. EUA mantêm bloqueio a navios iranianos
Após o chanceler iraniano Abbas Araghchi anunciar que o Estreito de Ormuz está completamente aberto ao tráfego comercial durante o período restante do cessar-fogo, o presidente Donald Trump publicou em sua rede Truth Social que a via “está totalmente aberta e pronta para negócios e passagem plena”, embora o bloqueio naval americano contra embarcações iranianas continue em vigor.
Essa reabertura aliviou imediatamente a pressão sobre os preços do petróleo, fretes e seguros marítimos.
A reabertura parcial muda a dinâmica econômica do conflito, já que países como Arábia Saudita, Iraque e Kuwait recuperaram o acesso ao principal corredor energético do mundo.
Cerca de 20% do petróleo e do gás liquefeito consumidos internacionalmente passam por Ormuz, o que havia elevado o temor de escassez, inflação e recessão em vários países.
Os mercados reagiram rapidamente. O barril do Brent caiu quase 10% e voltou para a faixa de 90 dólares, enquanto o WTI recuou para perto de 83 dólares após ter superado 105 dólares no início da semana.
Empresas aéreas e companhias dependentes de combustíveis fósseis também ganharam fôlego, diante da expectativa de custos menores nos próximos dias.
Ainda assim, a queda do petróleo não elimina o risco econômico. O bloqueio americano segue afastando navios ligados ao Irã, reduzindo receitas de exportação iranianas e mantendo insegurança sobre a duração da frágil trégua.
Nos últimos dias, embarcações voltaram atrás antes de tentar cruzar a região, enquanto governos europeus discutem uma missão internacional para proteger a navegação quando o conflito terminar.
Para importadores de energia na Ásia e na Europa, o cenário ainda depende menos da abertura formal de Ormuz e mais da percepção de estabilidade. China, Índia, Japão e países europeus continuam avaliando rotas alternativas, estoques estratégicos e contratos de emergência, porque qualquer violação do cessar-fogo pode provocar nova disparada do petróleo.
O FMI já alertou que uma guerra prolongada no Oriente Médio pode reduzir o crescimento mundial e empurrar economias frágeis para recessão. Seguradoras marítimas também mantêm sobretaxas elevadas para viagens pela região no momento.
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