Petistas acionam MP contra governador de MG por expressão “inveja branca”
Representação pede denúncia por injúria racial ou racismo com agravante de função pública
O uso da expressão “inveja branca” pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), em evento público na terça-feira, 21, resultou em representação formal ao Ministério Público estadual. Quatro deputadas do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais pediram a abertura de investigação por suposta injúria racial, com base no argumento de que o termo reproduz hierarquias raciais enraizadas na língua portuguesa.
A fala e o contexto
A declaração ocorreu durante a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, quando Simões afirmou ter “inveja branca” do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos). O motivo era a nomeação, por Tarcísio, da primeira mulher ao cargo de comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo — decisão elogiada por Simões no discurso. Até a publicação da reportagem, o governo mineiro não respondeu a pedidos de manifestação sobre o episódio.
A representação ao MP
As parlamentares Macaé Evaristo, Ana Paula Siqueira, Andréia de Jesus e Leninha assinaram o documento encaminhado à Promotoria.
Segundo a Folha, o texto sustenta que a locução questionada é classificada por especialistas em linguística, sociologia racial e direitos humanos como manifestação de racismo linguístico, por associar o adjetivo “branca” a algo positivo, enquanto deixa subentendida uma conotação negativa ao seu oposto.
“Trata-se de um mecanismo linguístico que reproduz e reforça a hierarquização racial estrutural presente na sociedade brasileira desde a colonização”, afirma o documento.
As deputadas também registram que, até o protocolo da representação, nem o governador nem seu governo emitiram “retratação, esclarecimento ou reconhecimento da conotação racial da expressão”.
O que as deputadas pedem
A representação solicita ao Ministério Público que, caso identifique conduta penalmente relevante, apresente denúncia pelos crimes de injúria racial ou racismo.
As parlamentares ainda requerem que seja considerado eventual aumento de pena em razão de o investigado ser agente público no exercício de suas funções — circunstância prevista na legislação como agravante.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (3)
Ita
23.04.2026 09:04Muita gente no Brasil, atualmente, não tem o que fazer, principalmente os aboletados no estado. Faça-me um favor: como se diz aqui pelas minhas bandas "vá arranjar uma lavagem de roupa".
Isabela Corrêa
23.04.2026 05:39Quer dar voto pro simoes?
Annie
22.04.2026 19:51Povo chato!