Pescadores fazem resgate emocionante de jovem baleia encalhada entre as rochas em Arraial do Cabo
A baleia-de-Bryde é um comum em águas tropicais e subtropicais e pode atingir cerca de 15 metros e 40 toneladas.
O registro recente de uma jovem baleia-de-Bryde encalhada em Arraial do Cabo (RJ) chamou a atenção ao mostrar moradores e trabalhadores da região atuando de forma coordenada por cerca de 23 minutos para enfim conseguirem devolver o animal ao mar.
Quem é a baleia-de-Bryde e como ela vive no litoral brasileiro
A baleia-de-Bryde (Balaenoptera edeni) é um grande rorqual costeiro, comum em águas tropicais e subtropicais, que pode atingir cerca de 15 metros e 40 toneladas.
No Brasil, costuma ser registrada em áreas de alta produtividade, onde correntes e ressurgências concentram cardumes de peixes e outros pequenos organismos.
Por se aproximar com frequência da costa em busca de alimento, a espécie fica mais exposta a riscos como enroscamentos em redes de pesca, colisões com embarcações e encalhes em bancos de areia ou zonas rochosas.
Organizações como a Oceana Brasil apontam que esse hábito costeiro explica boa parte dos registros de encalhe no país.
Por que ocorrem tantos encalhes de baleia-de-Bryde
Os encalhes de baleia-de-Bryde resultam da combinação de fatores ambientais, comportamentais e humanos.
A espécie pode seguir cardumes para áreas muito rasas, ficar presa na maré baixa ou se chocar com rochas em regiões como Arraial do Cabo, onde a topografia submarina e as variações de maré aumentam o risco de imobilização.
Pesquisadores também destacam elementos adicionais que favorecem esses episódios recorrentes, muitas vezes reduzindo a capacidade de nado e orientação dos animais em ambientes costeiros intensamente utilizados por atividades humanas.
- Ruído subaquático intenso, como tráfego de embarcações e atividades industriais;
- Problemas de saúde pré-existentes, incluindo infecções e parasitoses;
- Mudanças climáticas que alteram rotas de alimentação e disponibilidade de presas.
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Uma jovem baleia-de-Bryde ficou presa nas rochas e em sofrimento por 23 minutos em Arraial do Cabo, no Brasil, antes de ser devolvida ao mar em segurança por nadadores e pescadores locais, sem ferimentos graves.
— Biologia Braba (@biologia_braba) December 20, 2025
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Como a resposta comunitária auxilia no resgate de baleias encalhadas
O caso de Arraial do Cabo demonstra a relevância da resposta imediata de quem está na praia antes da chegada das equipes especializadas.
A exposição prolongada ao sol, à compressão do próprio peso e a impactos físicos aumenta muito a mortalidade, o que torna os primeiros minutos decisivos para a sobrevivência de grandes cetáceos.
Em resgates bem-sucedidos, comunidades costeras costumam seguir orientações básicas de emergência, complementando o trabalho de órgãos ambientais, redes de encalhes e bombeiros.
Essas ações simples ajudam a estabilizar o animal até que especialistas definam a melhor estratégia de retorno ao mar.
Quais cuidados são recomendados em ações de resgate emergencial
Em situações de encalhe, recomenda-se que a população atue com cautela, priorizando a segurança das pessoas e do animal e aguardando sempre que possível a orientação técnica.
Durante o resgate da jovem baleia-de-Bryde em Arraial do Cabo, por exemplo, o grupo manteve distância das barbatanas, protegeu a pele com água e panos úmidos e ajudou a direcionar o animal ao mar aberto sem causar ferimentos aparentes.
Práticas responsáveis incluem medidas simples que reduzem o estresse da baleia, evitam fraturas e permitem que ela recupere forças para nadar sozinha.
Essas condutas, amplamente divulgadas em campanhas educativas, podem ser decisivas em praias turísticas com alto fluxo de pessoas.
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