Perillo é alvo de busca e apreensão da PF
Polícia Federal investiga desvios na saúde em Goiás por meio contratos para fornecer serviços em hospitais públicos de emergência
Marconi Perillo, ex-governador de Goiás e presidente nacional do PSDB, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em sua residência em Goiás. A ação faz parte da Operação Panaceia, que investiga possíveis desvios de recursos públicos na área da saúde entre 2012 e 2018, período em que Perillo comandou o estado de Goiás.
A investigação ocorre no momento em que Perillo toca negociações que devem levar à fusão entre o PSDB e o PSD, de Gilberto Kassab. As negociações do partido visam à abertura de espaços para a eleição de 2026.
Além dos mandados que dizem respeito a Perillo, outros dez foram executados pela PF, em que colabora com a Controladoria Geral da União (CGU). A 11ª Vara Federal também determinou o bloqueio de mais de 28 milhões de reais dos envolvidos no caso.
O caso
De acordo com a Polícia Federal, os desvios foram realizados por meio de uma organização social que mantinha contratos com o governo estadual para fornecer serviços em dois hospitais públicos de emergência.
Essa organização foi acusada de atuar em conluio com políticos e suas empresas, desviado aproximadamente 900 milhões de reais de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Parte dos valores desviados seria repassada para os próprios políticos ou para a administração da organização, configurando o crime de peculato.
Contratos vagos
A CGU também apontou que a organização social teria terceirizado serviços de maneira irregular, firmando contratos vagos, sem especificação clara de valores ou das atividades a serem prestadas.
Isso teria possibilitado pagamentos sem a devida verificação, prática confirmada nas notas fiscais. Além disso, foram identificados contratos com sobreposição de serviços, indicando ainda mais irregularidades.
A investigação sobre crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro foi iniciada em 2019. Caso os crimes sejam comprovados, as penas somadas podem superar os 40 anos de prisão.
A Operação Panaceia, que leva o nome de uma deusa da mitologia grega conhecida por curar todas as doenças, segue em andamento.
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