Perillo atribui investigações a perseguição de Caiado
"Já fui vítima de outras armações e “operações” encomendadas, quando todos os meus sigilos e de minha família foram devassados", afirmou o presidente tucano
Marconi Perillo, presidente do PSDB e ex-governador do estado de Goiás, se manifestou sobre a operação da Polícia Federal deflagrada contra ele nessa quinta-feira, 06. Ele atribuiu a investigação por supostos desvios da saúde a uma suposta perseguição “por parte do grupo comandado por Caiado” do no estado goiano.
“Mesmo esperando uma reação aos meus vídeos de denúncias por parte do grupo comandado por Caiado e que hoje domina Goiás e suas instituições, não imaginava que eles, mais uma vez, ousassem usar o poder do Estado para me perseguir, constranger e tentar calar“, afirmou Perillo em nota enviada à imprensa.
E acrescentou: “Já fui vítima de outras armações e “operações” encomendadas, quando todos os meus sigilos e de minha família foram devassados, na mais profunda investigação contra um político em Goiás. Inclusive, essa armação foi duramente repreendida pelo STF”.
Criação de factóides
O político declarou sua inocência e afirmou que as investigações não irão encontrar nenhuma evidência contra ele. “Só se fabricarem. Criarem factoides. Mas agora extrapolaram todos os limites e com extrema crueldade. Estão fazendo uma operação por supostos “fatos” acontecidos há 13 anos. É estranho que só agora, quando faço denúncias contra o atual governo, é que resolvem realizar essa operação. Em política não existem coincidências”.
Ainda segundo o governador, “Estão criando uma cortina de fumaça para não irem atrás de minhas denúncias e investigarem quem deveria ser investigado hoje em Goiás”.
ROTAM
Perillo ainda insinuou que Caiado usa a Polícia Militar do estado de Goiás para intimidá-lo. “[…] Caiado ameaça a mim e minha família quando manda recado para ROTAM responder os meus questionamentos políticos, os mesmos que estão sendo investigados pela morte de Fábio Escobar, em Anápolis”.
Recentemente, ao ser questionado sobre denúncias feitas por Perillo a respeito de sua administração, o governador goiano disse que, em função da liturgia do cargo, não debateria com “ex-presidiário” e que encaminharia as perguntas de quem “não tem gabarito” para unidade de elite Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
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