PCC faz lavagem de dinheiro bilionária
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e o GAECO desvendou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC.
Uma operação conjunta entre a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (GAECO) desvendou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo informações da CNN, estima-se que cerca de R$ 6 bilhões foram movimentados ilegalmente através das fintechs 2GO Bank e InvBank. A operação, denominada Hydra, revelou a utilização de mecanismos financeiros sofisticados para ocultar a origem e os beneficiários dos recursos.
As investigações apontam que o dinheiro foi movimentado não apenas no Brasil, mas também em diversos países, incluindo Estados Unidos, Paraguai, Peru, Holanda, Argentina, Bolívia, Canadá, Panamá, Colômbia, Inglaterra, Itália, Turquia, Dubai, e principalmente Hong Kong e China.
Como Funcionava o Esquema de Lavagem de Dinheiro?
De acordo com as investigações, as fintechs envolvidas no esquema utilizavam contas de “laranjas” para movimentar os recursos. Essas contas eram controladas pelas instituições financeiras, permitindo que os depósitos fossem transferidos sem levantar suspeitas. A operação Hydra, que é um desdobramento da delação do empresário Vinicius Gritzbach, morto em 2024, trouxe à tona a complexidade e o alcance internacional do esquema.
Além das prisões, a operação resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em sedes das fintechs e em endereços de pessoas ligadas às instituições. As ações ocorreram nas cidades de São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. A Justiça também determinou o bloqueio de valores em oito contas bancárias e a suspensão temporária das atividades econômicas das fintechs envolvidas.
Quais as Consequências para as Fintechs Envolvidas?
As fintechs 2GO Bank e InvBank enfrentam agora a suspensão de suas atividades econômicas, além do bloqueio de contas bancárias. A operação Hydra expôs a vulnerabilidade do sistema financeiro às práticas de lavagem de dinheiro, especialmente através de instituições que deveriam promover a inovação e a inclusão financeira. A investigação continua, e as autoridades esperam que novas informações possam emergir, aprofundando o entendimento sobre o alcance do esquema.
Em resposta à operação, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que Cyllas Elia Junior já estava afastado de suas funções desde dezembro de 2022.
O desdobramento da operação Hydra pode levar a novas investigações e possivelmente a mais prisões, à medida que as autoridades continuam a desvendar a rede de lavagem de dinheiro.
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Comentários (2)
Denise Pereira da Silva
25.02.2025 20:13Que falta faz uma Lava Jato. Quantos “políticos” e “empresários” não devem estar envolvidos neste esquema.
Alexandre Ataliba Do Couto Resende
25.02.2025 12:39Impossível manter um esquema desse sem a conivência de agentes do sistema financeiro (Coaf/BC), receita federal. Acontece isso há anos e nenhum deles detecta. Já um recibo de dentista errado de 300, vira um inferno. E a receita ainda queria vigiar os micro empreendedores. Me lembra uma antiga fala: as formigas estão todas controladas, já os elefantes todos soltos.