Paulinho da Força é o favorito para relatar PL da Anistia
A indicação será feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta quinta
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) deve ser anunciado nesta quinta-feira, 18, como relator do projeto que concede anistia a investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A indicação será feita pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo líderes do Centrão, o nome de Paulinho já é consenso para a função. O PL, no entanto, vê com reservas a indicação de Paulinho da Força.
A escolha do parlamentar, em um primeiro momento, leva em consideração dois fatores. Primeiro: ele é de um partido de Centro que, apesar de ter nascido do movimento sindical, começa a se aproximar de siglas de Direita como o União Brasil e o PP.
Segundo: Paulinho tem uma boa interlocução com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). E isso, na avaliação do Centrão, poderia facilitar na construção de um texto que fosse acatado pelos ministros.
Nesta quarta-feira à noite, a Folha de S. Paulo informou que há um acordo em curso entre Congresso e STF. Pelo acordo, o STF aceitaria a redução de penas dos réus, a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas sem a anistia ampla e irrestrita ao ex-prssidente.
O STF negou publicamente o acordo.
Durante sua fala no plenário, após a aprovação da urgência do PL da Anistia, Motta defendeu a “pacificação” no país e afirmou que um relator será nomeado para a definição de um texto final que reúna amplo apoio entre os parlamentares.
Com a aprovação em regime de urgência, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas. Foram 311 votos a favor e 163 contrários, além de sete abstenções.
A urgência aprovada foi de um PL apresentado por Marcelo Crivella.
O projeto diz que “ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas, entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei“.
A proposta ressalta que a anistia da qual trata “compreende os crimes com motivação política e/ou eleitoral, ou a estes conexos, bem como aqueles definidos no Código Penal”.
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