Patrimônio de Flávio Bolsonaro cresce 370% desde eleição de 2018
Declaração ao TSE inclui mansão de 6,2 milhões de reais no Lago Sul e mostra alta de 6,4 milhões desde 2018
A declaração de bens apresentada por Flávio Bolsonaro (PL) ao Tribunal Superior Eleitoral revela um patrimônio de 8,1 milhões de reais para a disputa presidencial deste ano. O valor é 370% superior aos 1,74 milhão de reais informados pelo senador em 2018, quando foi eleito para o Senado pelo Rio de Janeiro.
Em oito anos, a diferença entre as duas declarações chega a aproximadamente 6,4 milhões de reais.
No período, Flávio Bolsonaro recebeu cerca de 3,9 milhões de reais em salários como senador. Considerando apenas esses valores, o aumento patrimonial supera em aproximadamente 2,5 milhões de reais o total recebido em remunerações no Senado.
A principal alteração na declaração de bens está relacionada a uma mansão no Lago Sul, uma das regiões mais valorizadas de Brasília. O imóvel foi avaliado em 6,2 milhões de reais e representa a maior parte do patrimônio informado pelo senador.
A propriedade foi quitada em 2024. O financiamento contratado originalmente com o Banco de Brasília (BRB) previa prazo de 30 anos, mas a dívida foi encerrada em cerca de três anos.
Na época, Flávio Bolsonaro afirmou que os recursos utilizados na aquisição eram lícitos e resultado de suas atividades profissionais.
“Além da atividade parlamentar, sou empresário e advogado. Para a decepção de quem torce contra, todos os recursos, como sempre, são lícitos e fruto do suor de meu trabalho”, declarou o senador em nota.
Outros patrimônios
A evolução dos bens declarados por outros candidatos que estiveram entre os deputados federais mais votados em 2022 também mostra diferenças entre os registros eleitorais.
Nikolas Ferreira (PL) declarou cerca de 36 mil reais em bens em 2022. Para 2026, informou 3,8 milhões de reais.
Ricardo Salles (Novo) passou de 3,9 milhões de reais para 9 milhões de reais, aumento nominal de 5,08 milhões de reais.
Delegado Bruno Lima (PP) declarou 159 mil reais em 2022 e 291 mil reais em 2026.
Deltan Dallagnol (Novo) manteve patrimônio próximo de 2,7 milhões de reais entre os dois registros, com diferença de aproximadamente 37 mil reais.
Tabata Amaral (PSB) passou de 556 mil reais para 674 mil reais.
Celso Russomanno (Republicanos) declarou 1,4 milhão de reais em 2022 e 3 milhões de reais em 2026.
Kim Kataguiri (Missão) passou de 325 mil reais para 340 mil reais.
Amom Mandel (Cidadania) declarou 88 mil reais em 2022 e 461 mil reais em 2026.
André Ferreira (PL) teve redução no patrimônio declarado, de 2,8 milhões de reais para 2,5 milhões de reais.
Gleisi Hoffmann (PT) passou de 1,4 milhão de reais para 1,9 milhão de reais.
Flávio tem patrimônio superior ao de Lula
O patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro também supera o informado pelo presidente Lula (PT) ao TSE.
O petista declarou 4.775.650 reais em bens para a disputa deste ano. A maior parte está concentrada em dois investimentos. A declaração também inclui um terreno, uma casa em construção, um sítio e um apartamento em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Apesar dos valores, Flávio Bolsonaro e Lula estão abaixo dos candidatos mais ricos na disputa presidencial deste ano.
Romeu Zema (Novo) declarou 178,7 milhões de reais, enquanto Augusto Cury (Avante) informou patrimônio de 242 milhões de reais.
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