Passou a raiva de Eduardo Paes
Prefeito do Rio tenta recuar após chamar chanceler alemão de “filhote de Hitler” por críticas à COP30 em Belém
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou que já deu uma “desabafada”, após ofender o chanceler alemão, Friedrich Merz, que havia celebrado publicamente o fato de ter voltado para a Alemanha depois de participar da COP30, em Belém.
Com receio de tensionar ainda mais as relações diplomáticas, Paes tentou amenizar a situação no X:
“Já dei minha desabafada de hoje. Fiquem tranquilos no Itamaraty. Viva a amizade Brasil e Alemanha que me emociona!”, escreveu.
Mais cedo, Paes perdeu a linha nas redes sociais, chamando Merz de “filhote de Hitler”.
“Como meus amigos Igor Normando e Helder Barbalho são muito educados, eu digo aqui o que eles pensaram: FILHOTE DE HITLER VAGABUNDO! NAZISTA!”
O que disse o chanceler alemão
Durante o Congresso Alemão do Comércio, Merz afirmou:
“Senhoras e senhores, nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos”, disse o chanceler alemão, que é do partido União Democrata Cristã (CDU), o mesmo de Angela Merkel e Ursula von der Leyen.
Merz, que passou onze horas em um avião para viajar da Alemanha até Belém, no Pará, ficou apenas 20 horas na cidade.
Então, pegou outro voo de mais onze horas para voltar para o seu país.
Sem novidades
Os limites estruturais e logísticos de Belém já eram conhecidos e esperados desde que Lula anunciou que a capital paraense sediaria a COP30. A maior ironia do evento, entre tantas outras, é que a grande maioria das obras para a conferência do clima saiu do papel sem o licenciamento ambiental exigido.
Os preços para hospedagem na capital paraense se tornaram impraticáveis meses antes do evento, e o presidente da República teve de apelar para um iate de três andares para frequentar a COP30 sem disputar espaços com outras autoridades.
Isso sem falar nos péssimos índices sociais não apenas de Belém, mas de todo o Brasil. Em capitais maiores e mais desenvolvidas, como São Paulo e Rio de Janeiro, os líderes estrangeiros que vêm ao país têm menos contato com zonas periféricas.
Lula fez uma aposta marqueteira ao trazer para a “floresta” a cúpula do clima, mas a sacada acabou saindo pela culatra. Os possíveis frutos da propaganda feita em nome do fundo para florestas acabou virando dor de cabeça pelos percalços enfrentados pelos frequentadores do evento, que incomodam ao dizer que se sentiram aliviados por ter ido embora.
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Comentários (2)
Ita
19.11.2025 14:53É, como é mesmo o codinome que lhe deram??? "nervosinho"?.
CLAUDIO NAVES
18.11.2025 18:257x1