Paim reage a Trump e fala em “ameaça concreta de genocídio” contra o Irã
Senador afirma que “prepotência mata” e cobra resposta internacional após fala do presidente dos EUA
O senador Paulo Paim (PT-RS) reagiu, nesta terça-feira, 7, às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível ação militar contra o Irã e afirmou que o cenário configura uma “ameaça concreta de genocídio”.
“Não há como se calar quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma que vai destruir uma civilização inteira esta noite, referindo-se ao Irã. Se isso acontecer, milhões de pessoas serão mortas”, disse o parlamentar.
Na avaliação de Paim, o conteúdo das falas ultrapassa o campo diplomático e atinge diretamente princípios básicos do direito internacional. “Isso é uma ameaça concreta de barbárie, de genocídio. Nada justifica. É absolutamente inaceitável”, afirmou.
O senador também fez apelo direto à responsabilidade de lideranças globais diante do risco de escalada do conflito. “Quantos ainda terão que morrer para que os donos do poder compreendam que nada, absolutamente nada, está acima da vida?”, questionou.
Em outro trecho, Paim criticou o que chamou de postura de imposição nas relações internacionais. “A prepotência mata. A arrogância destrói sonhos, famílias, histórias. E o silêncio consente”, disse.
O parlamentar ainda trouxe o debate para uma dimensão humanitária. “E se os nossos filhos estivessem lá? É preciso se colocar no lugar do outro, sentir suas dores. Porque só o amor, e apenas ele, tem a força de interromper esse ciclo de insanidade”, pontuou. .
Ao concluir, o senador defendeu uma atuação internacional baseada em direitos humanos. “Os direitos humanos não têm fronteiras. O mundo precisa de políticas humanitárias e de paz”, concluiu.
Entenda
As declarações de Paim ocorrem após Trump elevar o tom contra o Irã em meio à crise envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao pressionar Teerã a aceitar um acordo. A fala veio acompanhada de menções a uma possível “mudança de regime” no país.
Na segunda-feira, 6, Trump já havia afirmado que o Irã poderia ser “eliminado” em uma única noite. Em entrevista, também estabeleceu um prazo para que o país reabra o estreito, sob ameaça de ataques a usinas de energia e pontes.
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