Paes nomeia ativista que já justificou pena de morte em regimes comunistas
Elias Jabbour assume cargo estratégico na Prefeitura do Rio, gerando polêmica por falas radicais e ligação com a China
O prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) nomeou o ativista e acadêmico Elias Jabbour como presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da Prefeitura do Rio voltado a projetos urbanos e sociais. A escolha do economista, conhecido por declarações extremistas e por seu apoio ao modelo comunista chinês, surpreendeu quem via no prefeito uma liderança centrista e pragmática.
“Apresento a vocês o novo presidente do Instituto Pereira Passos (IPP) que está chegando diretamente do Banco de Desenvolvimento dos Brics, o NDB, em Xangai, na China. Geógrafo, economista, professor, autor de livros em economia política, mestre e doutor pela USP… ufa! Mais uma fera que se junta ao time. Seja bem-vindo Elias Jabbour”, escreveu Paes em seu perfil nas redes sociais.
Jabbour, professor da UERJ e militante do PCdoB, já defendeu publicamente a pena de morte para dissidentes de regimes socialistas e frequentemente exalta governos autoritários como os de Cuba e Coreia do Norte.
Em 2022, Jabbour recebeu o Special Book Award of China, prêmio concedido pelo governo chinês, consolidando sua proximidade ideológica com o regime de Xi Jinping. Em suas declarações, ele afirmou que práticas autoritárias seriam “necessárias para preservar o progresso e a estabilidade” em países socialistas.
Durante uma entrevista no podcast Inteligência Ltda., ele afirmou:
“Você vai fazer o quê? Você é um estado revolucionário, é um estado que está sob cerco, se você começa com esse grau de subversão ao sistema, aquilo vai para o buraco. Não é matar a galera, é aplicar a lei. É pena de morte.”
Quando questionado diretamente sobre concordar com a prática, respondeu
“No caso do socialismo, sim”, alegando que no capitalismo “quem morre com pena de morte é pobre”. Confrontado com o fato de que os executados em Cuba também eram pobres, Jabbour replicou.
“Tudo bem, mas eram pobres a serviço de uma potência estrangeira.”
Debate e popularidade nas redes
O economista também ganhou destaque nas redes sociais após debater com uma influenciadora bolsonarista no podcast Inteligência Ltda.. Durante o episódio, ao debater Alexander Hamilton, um dos pais fundadores dos EUA, a adversária admitiu “não ter lido o livro, mas visto o musical” sobre ele, uma gafe constrangedora amplamente compartilhada e ridicularizada. Após o debate, Jabbour relatou ter ganhado 30 mil novos seguidores.
A nomeação de Jabbour para comandar o IPP preocupa críticos, que alertam para o impacto de suas visões extremistas na condução de um órgão técnico. O instituto é responsável por mapear dados e propor soluções para os principais desafios urbanos do Rio de Janeiro
Críticos apontam que a nomeação pode comprometer a neutralidade técnica e transformar o instituto em um braço ideológico da ditadura chinesa.
- Veja a polêmica entrevista, na íntegra:
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