Padilha deve desistir de disputar novo mandato após assumir Saúde
A ideia de Padilha desistir de tentar um novo mandato em 2026 foi discutida com o presidente Lula nas últimas semanas
O ministro Alexandre Padilha, agora transferido da articulação política do governo Lula para o Ministério da Saúde, tem o desafio de concluir a tarefa dada pelo presidente de transformar o programa Mais Especialistas em uma marca de seu terceiro mandato. Para isso, ele deve recuar de concorrer a reeleição como deputado federal.
A ideia de Padilha desistir de tentar um novo mandato em 2026 foi discutida com o presidente nas últimas semanas. Caso ele opte por concorrer novamente, Padilha, deputado desde 2019, teria que abandonar o governo em abril do ano que vem, deixando o cargo após apenas um ano de gestão.
O programa Mais Especialistas, que tem como objetivo diminuir o tempo de espera por consultas e exames no SUS, foi o grande foco de insatisfação e contribuiu para a saída de Nísia Trindade na última terça-feira.
Mais Médicos
Padilha, que já ocupou o Ministério da Saúde entre 2011 e 2014 no governo Dilma Rousseff, foi responsável pela criação do programa Mais Médicos, uma resposta à falta de médicos em áreas mais remotas e periféricas.
Após deixar o Ministério da Saúde, Padilha se afastou temporariamente do governo federal para se dedicar a projetos políticos em São Paulo. Em 2018, tentou se eleger governador do estado, mas não obteve sucesso.
O programa, porém, enfrentou resistência, especialmente devido à contratação de médicos cubanos, algo que gerou críticas tanto de médicos brasileiros quanto de entidades da categoria. Mesmo assim, o governo defendia que esses profissionais passavam por uma formação específica e eram qualificados para atender às exigências do programa.
“Símbolo do PT”
O Mais Médicos acabou se tornando um símbolo do PT e, após ser reformulado pela gestão de Lula, ganhou novo formato, agora sem a participação de estrangeiros.
Em 2018, Lula, em entrevista ao livro “A verdade vencerá: O Povo Sabe porque me condenam”, revelou que “não queria que Padilha fosse o ministro da Saúde” durante o governo Dilma, preferindo que ele seguisse no campo da articulação política.
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