Pacheco resiste a pressão de Lula para disputar governo de Minas
Senador reafirma que não pretende concorrer em 2026, mas governo mantém esperança de reverter posição e vê candidatura como estratégica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na quarta-feira, 11, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) em reunião reservada, fora da agenda oficial, para tentar convencê-lo a concorrer ao governo de Minas Gerais. O parlamentar, segundo O Globo, voltou a dizer que não tem intenção de disputar a eleição estadual.
A insistência presidencial tem motivações que vão além do pleito regional. Auxiliares de Lula avaliam que a entrada de Pacheco na corrida poderia facilitar a aprovação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Tudo pelo Messias
O senador era a primeira opção do Congresso para a cadeira na Corte, mas acabou preterido, o que gerou descontentamento entre parlamentares e criou obstáculos à indicação do chefe da AGU.
A lógica do Palácio do Planalto é simples: se Pacheco aceitar concorrer em Minas, ficaria claro que houve entendimento entre o presidente e o ex-comandante do Senado. Isso reduziria as resistências à sabatina de Messias.
Indefinição persiste apesar de negativas
Embora Pacheco tenha reafirmado sua posição contrária à candidatura, integrantes do governo não consideram o assunto encerrado. Um aliado do senador disse que “não parece” haver uma definição final, o que deixa margem para novas conversas nos próximos meses.
O parlamentar tem colocado como condições para qualquer movimento a resolução de pendências partidárias e a análise do momento político. Pessoas próximas reconhecem que o processo ainda está em fase inicial e depende de articulações tanto em Brasília quanto em Minas Gerais.
Lula já sinalizou que está disposto a ajudar Pacheco a superar eventuais dificuldades partidárias e a construir uma base política competitiva. O presidente considera o senador o nome mais viável do campo governista no estado.
Minas no centro da estratégia para 2026
A importância atribuída à candidatura de Pacheco reflete o peso de Minas Gerais nos cálculos do PT para a próxima disputa presidencial. Com um dos maiores colégios eleitorais do país e tradição de equilíbrio entre diferentes forças políticas, o estado é visto como peça fundamental para a formação de alianças e para a construção da base de apoio à eventual campanha de reeleição.
As movimentações em torno da sucessão estadual se intensificam enquanto outros partidos também definem seus candidatos. A indefinição sobre Pacheco mantém o cenário em aberto e prolonga as negociações entre o Planalto e o PSD.
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