Pacheco advoga por Planalto e pede celeridade para pacote fiscal
"Seria importante que todos nós nos uníssemos na solução dos problemas e pudéssemos tranquilizar o presidente [Lula]", argumentou
Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, adotou tom de intervenção sobre a votação do pacote de cortes de gastos. Enquanto Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, critica a falta de apoio e votos para as propostas do Palácio Planalto, Pacheco defende que as medidas sejam votadas até o recesso e apela à sensibilidade dos parlamentares, mencionando a saúde do presidente Lula.
De acordo com o chefe maior do Congresso Nacional, o pacote fiscal “impõe uma grande responsabilidade de agilidade, de poder tratar temas tão relevantes em um curto espaço de tempo. Óbvio que estamos mantendo, hoje, um otimismo de que somos capazes de fazer essa apreciação a tempo, antes do recesso. Quero crer que esse é o sentimento da Câmara dos Deputados e afirmo que esse é o sentimento do Senado”, enfatizou.
E completou:
“Esse acontecimento com o presidente Lula, de ele precisar interromper suas atividades para submeter-se a essa cirurgia, é muito importante que a gente recobre nossa responsabilidade, pois são problemas de país, um país que ele lidera como presidente da República. Seria importante que todos nós nos uníssemos na solução dos problemas e pudéssemos tranquilizar o presidente”.
Não tem votos
Apesar de convocar esforço concentrado para os próximos dias de votação, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) afirma que a base governista não tem votos para aprovar as matérias enviada pelo Planalto.
“O acerto é que não tem votos. […] São temas árduos, difíceis. Tem parlamentares de esquerda, de partidos como o próprio PT, que têm dificuldade de votar. O PSOL não votou nem na urgência”, disse.
Liberação das emendas
Como mostramos, a Secretaria de Relações Institucionais, ministério de Alexandre Padilha (foto), informou na noite desta quinta-feira, 12, que pagou 1,76 bilhões de reais dos 6,8 bilhões de reais em emendas que estavam represados em razão de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com isso, o governo federal espera que o pacote de ajuste fiscal de Fernando Haddad seja destravado na Câmara.
Desse valor, 1,2 bilhões de reais são fruto das chamadas emendas de transferência especial – denominadas de emendas pix. Foram liberados também 300 milhões de reais a título de emenda de bancada e 228 milhões de reais via emendas individuais. As emendas de comissão ainda não foram pagas.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)