Os estudantes da USP não querem conversar sobre o mundo?
Manifestantes anti-Israel hostilizaram André Lajst em palestra na Faculdade de Direito; Evento precisou ser encerrado antes das perguntas
Alunos da USP e Ativistas anti-Israel interromperam uma palestra do presidente executivo da StandWithUs Brasil, André Lajst, nesta segunda-feira, 17, na Faculdade de Direito, no Largo São Francisco.
O cientista político foi um dos convidados para participar do ciclo de encontros “Conversas sobre o mundo”, organizado pela professora livre-docente de Direito Internacional Maristela Basso.
Com faixas e bandeiras, os manifestantes começaram a hostilizar Lajst logo no início da apresentação. Segundo a StandWithUs Brasil, os ativistas também se dirigiram de forma agressiva à plateia que tentava acompanhar o debate.
Diálogo
Lajst começou sua participação com a leitura de um trecho do livro “Cartas ao meu vizinho palestino”, de Yossi Klein Halevi, obra que aborda a possibilidade da coexistência de Israel com um Estado palestino e os desafios de ambos os lados para que isso se torne realidade.
“Escolhi começar dessa maneira para mostrar que estou aberto ao diálogo. O problema é que, logo em seguida, começaram gritos da plateia e tive dificuldades para continuar. A Faculdade de Direito nos recepcionou muito bem, mas parte do público, lamentavelmente, já foi ao evento disposto a tumultuar”, afirmou o cientista político.
Diante do tumulto, o encontro foi encerrado antes da abertura para perguntas do público.
ONU aprova plano para Gaza
A hostilidade ocorreu no mesmo dia em que o Conselho de Segurança da ONU aprovou o plano de paz dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, celebrou a proposta do do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ele, levará “paz e prosperidade” ao Oriente Médio.
Ele também convidou seus vizinhos árabes a se unirem na expulsão do Hamas e seus apoiadores da região.
Eis a declaração do primeiro-ministro israelense na íntegra:
“O Estado de Israel e o Primeiro-Ministro Netanyahu aplaudem o Presidente Donald Trump e sua incansável e dedicada equipe. A coragem e o sacrifício de nossos bravos soldados, juntamente com os esforços diplomáticos do Presidente Trump, ajudaram a trazer para casa todos os reféns sobreviventes e a maioria dos falecidos.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas apoia integralmente o Plano de 20 Pontos do Presidente Trump e a nomeação do Conselho de Paz, que será liderado pelo Presidente Trump.
Acreditamos que o plano do Presidente Trump levará à paz e à prosperidade porque insiste na desmilitarização, no desarmamento e na desradicalização completos de Gaza.
Fiel à visão do Presidente Trump, isso levará a uma maior integração de Israel com seus vizinhos, bem como à expansão dos Acordos de Abraão. A liderança inovadora do Presidente Trump ajudará a conduzir a região à paz e à prosperidade, e a uma aliança duradoura com os Estados Unidos.
Em cooperação com os Estados Unidos e outros países signatários do plano do Presidente Trump, esperamos receber todos os reféns falecidos sem demora.
E para iniciar o processo de desarmamento e desmilitarização da Faixa de Gaza e pôr fim ao domínio do Hamas sobre Gaza, conforme as declarações do Presidente Trump e Mike Waltz [embaixador dos EUA na ONU].
Israel estende a mão da paz e da prosperidade a todos os nossos vizinhos e os convida a normalizar as relações com Israel e a se unirem a nós na expulsão do Hamas e seus apoiadores da região.”
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Comentários (2)
Magdalena Buzolin
19.11.2025 09:58Alunos da USP na maioria de familias com condições de pagar uma Universidade fazendo militancia politica com o $$ dos pagadoes de impostos. Deveria acabar essa regalia. Quem tem confições deveria pagar pelo estudo como nos Estados Unidos
Andre Luis Dos Santos
19.11.2025 01:42Esses alunos da USP não são "manifestantes" ou "ativistas", são apenas VAGABUNDOS, só isso. Quando se formarem, vão fazer fila pra se filiar aquele convescote de advogados garantistas CANALHAS.