Os cardeais brasileiros no Conclave
Definição do sucessor de papa Francisco contará com votos de sete cardeais do Brasil
Em até vinte dias, a Igreja Católica definirá o sucessor do papa Francisco através do processo conhecido como “conclave”.
No encontro, 138 cardeais com menos de 80 anos elegerão o novo pontífice.
A lista conta com sete brasileiros que participarão do processo de votação.
Brasileiros
Estarão no Vaticano os cardeais brasileiros: João Braz de Aviz, Odilo Scherer, Orani João Tempesta, Leonardo Ulrich Steiner, Sérgio da Rocha, Jaime Spengler e Paulo Cezar Costa.
O cardeal João Braz de Aviz participou do conclave em março de 2013 que elegeu o papa Francisco.
Já Leonardo Ulrich Steiner, que é arcebispo da Arquidiocese de São Paulo, foi um dos cotados a assumir o posto máximo da Igreja Católica no último conclave. Francisco, porém, recebeu a maioria dos votos.
O cardeal Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, recebeu Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Rio em 2013.
Segundo Orani, os cardeais deverão continuar “a obra de levar adiante a obra de Francisco”.
“Eu sei que o Espírito Santo é quem conduz a igreja, nós acreditamos nisso, nós cardeais não estamos em guerra com ninguém, nem em guerra um com o outro. Queremos ouvir o Espírito Santo para que ele realmente nos ilumine, nos guarde para que a gente possa fazer o melhor para a igreja. Essa é a grande preocupação, não é a conquista de poder, mas de poder se colocar cada vez mais esse servidor, servo dos servos de Deus, para continuar a obra de levar adiante o legado do Papo Francisco, e depois enfrentar os novos desafios que a cada momento vão aparecendo na sociedade”, disse o arcebispo do Rio de Janeiro, após a morte de Francisco.
Sérgio da Rocha se tornou o primeiro brasileiro a ser indicado para integrar o Conselho de Cardeais com a tarefa de auxiliar Francisco no governo da Igreja Católica.
O presidente a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Jaime Spengler, também votará no sucessor de Francisco. Ele foi o último brasileiro a ser proclamado cardeal.
Eles ficarão reunidos dentro do Vaticano sem qualquer acesso ao mundo exterior.
Além disso, os cardeais permanecem incomunicáveis.
É proibido o uso de qualquer meio de comunicação e conversar com pessoas de fora do Vaticano até a definição do novo pontífice.
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Votação
A votação ocorrerá dentro da Capela Sistina.
Para ser eleito, um cardeal precisa obter dois terços dos votos.
Os 138 cardeais recebem cédulas de votação, onde há um espaço para escreverem o nome do candidato.
Eles dobram duas vezes o papel e depositam o voto em uma urna.
Os cardeais nomeados como escrutinadores leem cada escolha em voz alta.
Os votos são secretos e, posteriormente, queimados pela administração do Vaticano.
Fumaça branca ou preta
Após a contagem dos votos, sairá uma fumaça da chaminé da Capela Sistina: branca ou preta.
Se houver definição do novo papa, haverá uma fumaça branca.
Caso contrário, a fumaça será preta.
Nesse caso, uma nova rodada de votação é realizada.
Com isso, o Conclave pode durar dias até que dois terços dos cardeais votem no mesmo candidato.
A Igreja permite até quatro votações por dia. Duas pela manhã e duas pela tarde.
No entanto, se não houver definição após três dias, o processo é suspenso por um dia para orações.
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