Oruam repete esquerda e culpa Estado por violência
Rapper filho de Marcinho VP diz que “crime está no governo” e reproduz narrativa que transfere responsabilidade do crime ao estado e à sociedade
O rapper Mauro Davi Nepomuceno, conhecido como Oruam, afirmou nas redes sociais que “o crime não está só na favela, está no governo” e classificou a Operação Contenção como “a maior chacina da história do Rio de Janeiro”.
A ação, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, deixou 121 mortos, segundo o governo fluminense, e teve como alvo o Comando Vermelho.
As declarações do artista, filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, seguem a mesma retórica usada por partidos e militantes de esquerda para justificar a criminalidade.
Oruam repete frases prontas que terceirizam a culpa do crime, apresentando o criminoso como vítima do sistema.
“O favelado é só o reflexo da sociedade”, disse o rapper, que ainda afirmou que “a mídia descobriu que matar bandido vende muito” e que “a política que mais vende é a de matar bandido”.
O discurso ecoa o que a revista Crusoé já descreveu como o “caso de amor da esquerda com a criminalidade”: a ideia de que o bandido é resultado das falhas do Estado e da sociedade, não de suas próprias escolhas.
Essa visão inverte papéis entre vítimas e agressores e enfraquece a autoridade das forças de segurança.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) chegou a se aproximar de Oruam em junho, quando ele questionou a ação da polícia na morte de um jovem em uma festa.
A parlamentar respondeu oferecendo apoio e sugerindo “organização coletiva” para enfrentar o que chamou de “problemas estruturais”. Após críticas, Hilton recuou e alegou ter apenas expressado solidariedade.
O episódio se soma à defesa de outros artistas ligados ao tráfico por parte de deputados do PSOL.
Talíria Petrone e Erika Hilton, por exemplo, saíram em defesa de MC Poze do Rodo após sua prisão, mesmo ele tendo declarado oficialmente sua ligação com o Comando Vermelho.
As parlamentares chamaram o caso de “criminalização da cultura de favela” e “racismo institucional”.
O caso Oruam exemplifica a convergência entre o discurso artístico e a militância política.
Em suas letras, o rapper exalta armas, fuzis e a ideia de “resistência” das comunidades contra o Estado.
Em “Faixa de Gaza”, canta: “Nós é o certo pelo certo / Não aceita covardia”. A polícia classifica esse tipo de obra como apologia ao crime e afirma que shows do cantor são financiados e organizados por facções.
A reação da sociedade veio em forma de projetos de lei apelidados de “Lei Anti-Oruam”, que proíbem o uso de dinheiro público em apresentações de artistas que façam apologia ao tráfico.
A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo afirmou que “liberdade de expressão não é licença para financiar quem glamouriza o crime”.
Após a Operação Contenção, deputados do PSOL, PT e PCdoB classificaram a ação como “chacina” e acusaram o governador Cláudio Castro de promover um “banho de sangue”.
Parlamentares de direita defenderam a operação como necessária para enfrentar o domínio armado de facções nas favelas.
Desde o plano “Pena Justa”, lançado pelo governo federal, até as teses de militantes e artistas, prevalece a tentativa de tratar criminosos como vítimas e reduzir o encarceramento em nome de uma “justiça estrutural”.
O escritor e psiquiatra britânico Theodore Dalrymple alerta que esse tipo de raciocínio destrói o senso de responsabilidade individual e torna a punição ineficaz.
Oruam, que já exibiu camisetas com o rosto do pai e a palavra “liberdade”, compartilhou recentemente publicações que sugerem uma candidatura a deputado estadual em 2026.
Sua trajetória, marcada pela exaltação do crime e pela adesão ao discurso de vitimização, mostra como parte do mundo do funk vem sendo usada como palanque para uma retórica política que absolve o criminoso e culpa o Estado.
- Leia mais:
“Entenda o caso de amor da esquerda com a criminalidade” https://crusoe.com.br/diario/entenda-o-caso-de-amor-da-esquerda-com-a-criminalidade/
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Comentários (3)
Liana
30.10.2025 11:05Quem??? A opinaondele importa?
Fabio B
30.10.2025 10:39Isso aí não é só um criminoso e divulgador do CV, ele é o filho do demônio, ele tem tatuado não só o pai que é o chefe do CV e comando a facção da prisão, como também o seu "tio de consideração", o Elias Maluco, que torturou e matou com requintes de crueldade o jornalista Tim Lopes.
Maglu Oliveira
30.10.2025 08:36Por que o Antagonista dá palco pra esse aprendiz de bandido? Quanto menos se falar dele (assim como de Bolsonaro) menos importância ele tem. Deixa cair no esquecimento.