Oposição reage à decisão de Moraes contra Flávio e fala em perseguição
Parlamentares do PL afirmam que suspensão das visitas do senador a Jair Bolsonaro tem impacto político e criticam decisão do ministro do STF
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro provocou reação de parlamentares da oposição. Integrantes do PL classificaram a medida como perseguição política e afirmaram que ela tem potencial para interferir na disputa presidencial.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que a decisão extrapola o campo político. “Moraes proíbe Flávio de ver Bolsonaro. Leia de novo, com calma: um filho impedido, por ordem judicial, de ver o próprio pai.”
O deputado também associou a medida ao calendário eleitoral. “E olha a coincidência: logo o filho que é candidato e enfrenta o Lula, proibido de visitar Bolsonaro por 90 dias. Justamente agora, às vésperas da eleição.”
Para Cabo Gilberto, a decisão beneficia diretamente o presidente Lula (PT).
“Flávio não é só mais um candidato. Ele é a voz do presidente Bolsonaro. E, numa canetada só, Moraes tira essa voz de campo e entrega mais uma vantagem de bandeja à esquerda.”
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) também criticou a decisão. “Ditadura. Moraes atende o pedido de Lindbergh e proíbe Flávio de visitar o presidente Bolsonaro até o fim das eleições. É inacreditável a perseguição para prejudicar uma campanha.”
Já a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou que a decisão representa uma tentativa de interferência política. Ela comparou o episódio ao período em que Fernando Haddad (PT) divulgava cartas escritas por Lula durante a campanha presidencial de 2018, quando o petista estava preso em Curitiba.
“Lula podia ter carta lida em público. O Haddad lia as cartas dele durante a campanha. Agora, a divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro resulta na proibição de Flávio visitar o próprio pai. Alexandre de Moraes tenta interferir na política brasileira em ano eleitoral.”
Zanatta também afirmou que a medida ocorre “coincidentemente” a 90 dias da eleição e criticou o que chamou de omissão do Senado diante das decisões do ministro do STF.
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