Oposição quer obstruir pauta na Câmara em reação a julgamento no STF
Zucco (PL-RS) orientou parlamentares a não registrarem presença no plenário; deputados acompanham julgamento

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), orientou os deputados oposicionistas a ficarem em obstrução nas comissões da Casa e a não registrarem presença no plenário a partir desta terça-feira, 25. O movimento é uma reação ao julgamento sobre a aceitação da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado, que teve início nesta terça e deve terminar na quarta-feira, 26.
A obstrução é um recurso utilizado pelos congressistas para impedir o prosseguimento dos trabalhos nas comissões ou no plenário e ganhar tempo dentro de uma ação política. Entre os mecanismos utilizados, estão pronunciamentos, pedidos de adiamento da discussão e da votação e saída do plenário para evitar quórum.
Zucco e outros deputados oposicionistas aliados de Bolsonaro acompanham o julgamento em relação à denúncia no próprio auditório da Primeira Turma do STF. Pela manhã, além de Zucco, estiveram presentes Mário Frias (PL-SP), Evair de Melo (PP-ES), Mauricio do Vôlei (PL-MG), Delegado Caveira (PL-PA), Zé Trovão (PL-SC), Capitão Alden (PL-BA), Coronel Chrisóstomo (PL-RO), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Giovani Cherini (PL-RS). Carlos Jordy (PL-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO) e Sargento Fahur (PSD-PR), por sua vez, tiveram a entrada no auditório barrada pela segurança, por lotação.
Zucco rebateu o argumento, em nota: “Apesar das informações que circulam sobre a lotação do espaço, constatamos que há pelo menos 20 poltronas vazias, o que contradiz a narrativa de superlotação. Deixamos registrado nosso repúdio com o impedimento de colegas da oposição que não puderam acessar o local do julgamento”.
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o líder da oposição disse que os parlamentares foram ao STF porque ainda possuem “um suspiro de esperança que a justiça prevaleça”.
“Nós estamos aqui diante de um evento político. Por mais que o STF tenha a sua necessidade clara de fazer justiça, hoje nós estamos aqui para ver a justiça que será feita baseada numa dita ação da PGR que trabalha 11 delações de um colaborador ameaçado, que é o Cid”, criticou.
Segundo o deputado, “o mundo está atento no dia de hoje o que vai acontecer” e Bolsonaro está “sendo condenado previamente”. O ex-presidente também acompanha o julgamento presencialmente no auditório da Primeira Turma.
Reunião do PL
A bancada do PL na Câmara tem uma reunião agendada para a tarde desta terça-feira no plenário 2 da Casa. O encontro estava marcado para começar às 14h, mas, por volta de 14h20, dentre os parlamentares, apenas os vice-líderes Sanderson (PL-RS) e Silvia Waiãpi (PL-AP) encontravam-se no local. A reunião deverá ser aproveitada para a bancada debater o julgamento no Supremo Tribunal Federal.
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