Oposição quer CPI dos Correios
Após a apresentação à Mesa Diretora da Câmara, o pedido será submetido ao apoio dos parlamentares
A oposição, por iniciativa do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), protocolou nesta segunda-feira (03), um pedido para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o objetivo de investigar o rombo financeiro e as denúncias de má administração dos Correios.
Após a apresentação à Mesa Diretora da Câmara, o pedido será agora submetido ao apoio dos parlamentares. De acordo com a obrigação regimental, para que um pedido de CPI seja formalmente aceito, é necessário o recolhimento de 171 assinaturas de deputados.
Bilynskyj destacou que a estatal fechou o ano de 2024 com um rombo bilionário e, diante da gravidade dessa situação financeira, é essencial realizar uma análise detalhada das causas desse desequilíbrio. Além disso, é fundamental apurar eventuais práticas de má gestão, desvio de recursos públicos e fraudes contratuais.
“Considerando o cenário alarmante recentemente divulgado pela imprensa nacional, que aponta os Correios como um dos principais fatores para o aumento do déficit das empresas estatais em 2024, destaca-se que, de acordo com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a referida estatal registrou um déficit de R$ 3,2 bilhões no exercício anterior”, escreveu o deputado no documento acessado por O Antagonista.
Lula é culpado
Ainda nesta segunda-feira (03), foi formalizado um pedido de investigação ao Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de apurar a participação e a responsabilidade do presidente Lula no prejuízo financeiro da instituição.
Como mostramos, o deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) é autor da proposta. O parlamentar ressalta que o presidente Lula pode ser considerado responsável por improbidade administrativa, caso se comprove que o governo agiu com omissão em relação à gestão financeira da instituição.
Segundo ele, isso implicaria em falha na supervisão e fiscalização adequadas, resultando em prejuízos à administração pública e à eficiência dos serviços prestados.
“Tratando-se de dinheiro público e, sobretudo, de empresa que atua protegida de monopólio estatal, inadmissível a falência nos números da referida entidade. Em decorrência desse caos, os Correios estariam descumprindo com seu mister e deixando de entregar cartas e correspondências (encomendas inclusive) em cidades Brasil afora. […] Acabei de solicitar ao TCU a imediata instauração de procedimento para investigar os fatos em toda sua extensão”, acrescentou o parlamentar.
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