Oposição espera resposta de Fachin em sessão do STF desta terça
Senadores pressionam por afastamento de Alexandre de Moraes e preparam reação caso expectativa seja frustrada
A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, é aguardada pela oposição no Senado como um momento decisivo para a crise envolvendo a Corte. Em coletiva nesta segunda-feira, 14, senadores pressionaram o presidente do Supremo, Edson Fachin, por uma resposta que, na avaliação deles, possa restabelecer a confiança nas instituições.
O principal ponto de expectativa é o possível afastamento do ministro Alexandre de Moraes da investigação em análise pelo STF. O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou que espera uma sessão transparente e disse que, caso Moraes permaneça no caso, o Senado deverá cobrar a abertura de um processo de impeachment contra o ministro.
Viana também sinalizou uma reação política mais dura caso a expectativa da oposição não seja atendida.
“Não nos calaremos diante da nossa obrigação.”
O senador afirmou que a oposição poderá promover uma obstrução contínua dos trabalhos do STF para pressionar por uma resposta institucional.
Pressão sobre o Senado
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que o Senado também será colocado à prova após a sessão. Ele anunciou que pretende propor ainda neste ano uma mudança no regimento para que pedidos de investigação contra ministros do STF apoiados por 49 senadores avancem automaticamente, sem depender da decisão do presidente da Casa.
Marinho também defendeu uma reforma do Judiciário, incluindo a retirada das competências criminais do Supremo, e afirmou que a crise atual não pode ser tratada apenas como uma disputa política.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reforçou a cobrança e disse que o Senado não pode permanecer passivo diante da crise. Ela defendeu uma reforma mais ampla do Judiciário e algum tipo de controle externo sobre o STF.
Segundo a senadora, a mobilização da oposição é suprapartidária e tem como objetivo discutir o funcionamento das instituições.
Master aumenta pressão
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) levou à coletiva as críticas relacionadas ao Banco Master. Ela afirmou que o Senado tenta esclarecer o caso desde 2025, quando foi instalada a CPMI do INSS, e acusou o STF de dificultar o trabalho dos parlamentares.
Damares relembrou a quebra do sigilo de Daniel Vorcaro e afirmou que documentos obtidos pela comissão sofreram restrições de acesso.
“O Senado Federal foi silenciado por uma corte.”
Para a senadora, se os parlamentares tivessem tido acesso integral ao material, o caso poderia ter avançado ainda em 2025.
Expectativa
O senador Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que a sessão desta terça-feira será uma oportunidade para o STF demonstrar, na prática, que ninguém está acima da lei.
A oposição, portanto, chega à sessão esperando uma resposta de Fachin e sinalizando que uma eventual decisão diferente da esperada poderá ampliar o confronto com o Supremo e aumentar a pressão sobre o Senado.
Para os parlamentares, a sessão desta terça-feira não deve definir apenas o destino da questão envolvendo Moraes, mas também o próximo capítulo da crise entre o Congresso e o STF.
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