Onyx adia depoimento à CPMI do INSS
Ex-ministro da Previdência alegou que estará em viagem internacional na próxima quinta-feira
O ex-ministro da Previdência Onyx Lorenzoni pediu para adiar seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que originalmente estava marcada para a próxima quinta-feira.
Conforme apurou este portal, Lorenzoni mandou ofício ao colegiado afirmando que estará em viagem internacional. A expectativa é que ele fale aos deputados e senadores apenas no final do mês. A nova data será marcada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG).
Como mostramos mais cedo, os depoimentos de Onyx Lorenzoni e de Carlos Lupi à CPMI do INSS estavam previamente marcados para a próxima quinta-feira, 4 de setembro, e para segunda-feira da próxima semana, dia 8 de setembro.
Como são convites, e não convocações, tanto Lupi quanto Lorenzoni têm a prerrogativa de escolher o melhor momento de prestar esclarecimentos ao colegiado.
O convite para ambos foi aprovado na primeira sessão de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito e atende tanto a pedidos da base quanto da oposição. Os petistas querem explorar o depoimento de Onyx para tentar emplacar a narrativa de que as fraudes no INSS começaram no governo Jair Bolsonaro; a oposição mira Lupi pelo fato de que o próprio ex-ministro admitiu que ignorou alertas de técnicos sobre fraudes no INSS.
A CPMI do INSS realiza nesta segunda-feira a oitiva do advogado Eli Cohen, considerado peça-chave nas investigações sobre fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
A convocação do advogado foi aprovada pelo colegiado a partir de requerimentos apresentados por parlamentares de diferentes partidos. Cohen é apontado como responsável por reunir provas e conduzir investigações que revelaram o alcance do esquema de filiações forjadas e cobranças ilegais sobre benefícios do INSS.
Em sua atuação, o advogado reuniu documentos, registros eletrônicos e comunicações empresariais que indicam o uso irregular de dados pessoais de segurados e a participação de entidades e empresas privadas no esquema.
A decisão de ouvir Eli Cohen foi respaldada por três pedidos de convocação de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI, e dos senadores Rogerio Marinho (PL-RN) e Fabiano Contarato (PT-ES), respectivamente. Os parlamentares ressaltaram a relevância do depoimento para detalhar a origem e a autenticidade das provas apresentadas, o modo de operação das entidades envolvidas e eventuais conexões com agentes públicos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)