Ônibus tomba na SP-326, deixa 2 mortos e dezenas de feridos
Um ônibus que seguia de São Paulo para Olímpia tombou na manhã desta quarta-feira (24) em uma alça de acesso à Rodovia Brigadeiro Faria Lima
Um ônibus que seguia de São Paulo para Olímpia tombou na manhã desta quarta-feira (24) em uma alça de acesso à Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326), em Jaboticabal (SP), deixando duas pessoas mortas, entre elas uma criança de 3 anos e uma mulher de 30 anos, além de dezenas de feridos.
O que se sabe sobre o acidente de ônibus em Jaboticabal
O tombamento ocorreu por volta das 6h, em uma rotatória de acesso a Jaboticabal, sem bloquear a pista principal, mas interditando o acesso até a remoção do veículo.
O ônibus havia iniciado a viagem na noite anterior com 44 passageiros e dois motoristas, e no momento do acidente transportava 38 passageiros, além dos condutores.
As causas do acidente ainda serão apuradas por perícia técnica, que analisará a dinâmica da curva, condições da via e possível influência de fatores humanos, como fadiga ou erro operacional.
A Viação Grandino informou que o veículo estava com manutenção em dia e documentação regular.
(#ONIBUSTOMBA)
— NO RADAR RIBEIRÃO (@LucinhoMendes) December 24, 2025
Um ônibus de turismo tombou na manhã desta quarta-feira (24/12), na entrada de Jaboticabal, próximo à rotatória do crematório. Uma criança de cerca de 4 anos morreu e há várias vítimas graves. Caso segue em atualização. (rede social) pic.twitter.com/4JLsrgkr5C
Como foi o atendimento às vítimas do acidente
Equipes de resgate fizeram o atendimento pré-hospitalar ainda na rodovia, estabilizando as vítimas e organizando a triagem conforme a gravidade.
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jaboticabal centralizou o primeiro atendimento, recebendo a maior parte dos feridos.
Entre os ocupantes, pelo menos cinco foram classificados em estado grave, necessitando transferência para hospitais de maior complexidade na região, enquanto outros tiveram escoriações e fraturas leves, permanecendo em observação na UPA até liberação médica.
Quais fatores estão sendo investigados no tombamento do ônibus
A perícia investiga se o tombamento foi resultado de velocidade incompatível na curva, instabilidade do ônibus, condições da pista ou eventual falha mecânica.
Também será avaliado se os passageiros utilizavam cinto de segurança e se havia sinais de cansaço entre os motoristas em razão da viagem noturna.
Para entender de forma técnica o que ocorreu, os peritos e autoridades costumam utilizar um conjunto de procedimentos padronizados, que ajudam a reconstruir a dinâmica do acidente e apontar responsabilidades.
- Verificação de documentos, licenças e histórico da empresa;
- Análise do tacógrafo para checar velocidade e tempo de condução;
- Inspeção mecânica do veículo após o destombamento;
- Avaliação da geometria, sinalização e aderência da via;
- Coleta de depoimentos de passageiros, motoristas e testemunhas.

Quais foram os impactos imediatos para passageiros e famílias
Os passageiros enfrentam agora o tratamento de lesões físicas, afastamento do trabalho e necessidade de apoio psicológico após o trauma coletivo.
As famílias das vítimas fatais lidam com procedimentos de identificação, liberação de corpos e início de demandas judiciais e administrativas.
Além da dor emocional, muitos sobreviventes podem ter sequelas temporárias ou permanentes, exigindo reabilitação e acompanhamento médico contínuo, o que costuma gerar impacto financeiro e social relevante.
Como o acidente influencia o debate sobre segurança no transporte rodoviário
O tombamento em Jaboticabal reforça discussões sobre fiscalização de empresas, treinamento de motoristas, manutenção de frota e uso efetivo de cintos de segurança em ônibus rodoviários.
A análise detalhada desse caso pode orientar melhorias em normas e protocolos de segurança.
Para as autoridades viárias, o episódio também chama atenção para a revisão de pontos críticos da malha rodoviária, como alças de acesso e rotatórias, incentivando ajustes de sinalização e velocidade permitida.
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