Ônibus capota na BR-365 e deixa 5 mortos
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Samu atuaram no resgate de passageiros
O capotamento de um ônibus de turismo na BR-365, em Patos de Minas, que fazia o trajeto de Salvador para Uberlândia, deixou dezenas de vítimas em diferentes gravidades após o veículo sair da pista, tombar às margens da rodovia e colidir com árvores sob forte chuva.
Segurança em viagens de ônibus no Brasil
A segurança em viagens de ônibus no Brasil envolve fatores combinados, como condições climáticas, estado do veículo, preparo dos motoristas e infraestrutura das rodovias.
O acidente na BR-365 expôs a vulnerabilidade de longos deslocamentos rodoviários em trechos movimentados e com histórico de ocorrências graves.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Samu atuaram no resgate de passageiros com ferimentos leves, fraturas expostas e pessoas presas às ferragens, o que exigiu interdição da via.
Patos de Minas – Capotamento de ônibus de turismo na BR-365 sentido Varjão de Minas.
— Bombeiros_MG (@Bombeiros_MG) January 6, 2026
50 passageiros e 2 motoristas, sendo:
05 óbitos no local.
19 vítimas graves.
28 vítimas leves.#bombeiros, @prf_mg, @pmmg190, @defesacivil_mg, @pcmgoficial, além do Samu e ambulâncias municipais. pic.twitter.com/vXbKNo9QIX
Principais fatores que aumentam o risco em viagens de ônibus
Os fatores de risco em viagens de longa distância incluem velocidade inadequada, falta de manutenção do veículo e condições precárias da rodovia.
Em dias de chuva intensa, cresce o risco de aquaplanagem, perda de controle do ônibus e tombamentos em curvas ou trechos de ultrapassagem perigosa.
Elementos como iluminação deficiente, sinalização ruim, buracos, pistas simples e tráfego intenso de caminhões ampliam o perigo, especialmente à noite, quando a visibilidade é menor e o cansaço dos condutores tende a ser maior.
Fatores de risco mais comuns em ônibus rodoviários
Alguns fatores aparecem de forma recorrente em acidentes com ônibus rodoviários e ajudam a entender por que determinados trechos registram maior número de ocorrências.
A seguir, estão pontos críticos frequentemente identificados por especialistas em trânsito.
- Condição climática: chuva intensa, neblina e ventos fortes reduzem visibilidade e estabilidade.
- Estado do veículo: pneus desgastados, freios sem revisão e falhas na suspensão comprometem a dirigibilidade.
- Fadiga de motoristas: jornadas prolongadas reduzem o tempo de reação e aumentam o risco de erros.
- Infraestrutura da rodovia: ausência de acostamento, curvas acentuadas e sinalização insuficiente elevam o perigo.
- Comportamento no interior do ônibus: passageiros sem cinto de segurança ficam mais vulneráveis em capotamentos.
Como melhorar a segurança em viagens de ônibus
A melhoria da segurança em viagens de ônibus passa por fiscalização rigorosa das empresas, controle da jornada dos motoristas e manutenção preventiva dos veículos.
Em viagens interestaduais, é essencial respeitar limites de velocidade, planejar paradas e reforçar a atenção em trechos críticos sob chuva ou neblina.
Também são apontadas como essenciais a modernização das rodovias, com melhor pavimentação, sinalização adequada, barreiras de proteção e iluminação, além de ações coordenadas entre órgãos públicos, concessionárias e empresas de transporte.

Medidas práticas para reduzir acidentes com ônibus
Especialistas sugerem um conjunto de medidas práticas para reduzir acidentes como o registrado em Patos de Minas, envolvendo tanto transportadoras quanto motoristas e passageiros.
Essas ações atuam na prevenção antes da viagem e na redução de danos em situações de emergência.
- Revisão periódica dos veículos: checagem de freios, pneus, suspensão, iluminação e sistemas eletrônicos.
- Controle de jornada: respeito aos intervalos de descanso para diminuir o cansaço dos condutores.
- Treinamento constante: capacitação em direção defensiva, especialmente em condições adversas.
- Uso do cinto de segurança: incentivo e fiscalização do uso por todos os passageiros durante o trajeto.
- Planejamento de rota: escolha de horários e trechos com menor fluxo e menos pontos críticos.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)