ONG aciona TCU para suspender medida de Alcolumbre sobre folgas no Senado
Em plena véspera do Carnaval, presidente do Senado concedeu um pacote de benefícios para servidores da Casa
A ONG Transparência Brasil protocolou um pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) para suspender a escala de trabalho reduzida dos servidores do Senado, estabelecida por ato do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A portaria, assinada na véspera do Carnaval, permite que os servidores recebam uma folga de um dia para cada três dias trabalhados, desde que solicitem adesão ao novo sistema. A medida já está em vigor.
A organização, dedicada ao combate à corrupção, alega que a licença-compensatória foi criada sem base legal e sem estudos prévios sobre impacto financeiro ou disponibilidade orçamentária.
Argumenta ainda que a medida segue modelo adotado pelo Ministério Público e pelo Judiciário, o que violaria a legislação.
O pedido inclui a interrupção imediata da medida e o julgamento da sua regularidade. A Transparência Brasil também solicita que o TCU exija a publicação de estudos de impacto financeiro e comprovação orçamentária antes da criação de novos benefícios aos servidores, além de uma justificativa clara sobre o interesse público envolvido.
Além da licença-compensatória, Alcolumbre assinou outros três atos administrativos que afetam diretamente o orçamento do Senado. Um deles aumenta o valor das cotas parlamentares, usadas para despesas com material de escritório, passagens e divulgação de atividades parlamentares.
Outros benefícios
Em plena véspera do Carnaval, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, concedeu na noite de sexta-feira, 28, um pacote de benefícios para os servidores da Casa, incluindo aumento na cota parlamentar, reajuste no vale-refeição e novas benesses para servidores de alto escalão.
Seis atos foram editados, com destaque para a concessão de um dia de folga a cada três dias trabalhados, aumento nas gratificações e um reajuste de 22% no vale-refeição, que passará para R$ 1.784,42 mensais, beneficiando servidores efetivos e comissionados.
Alcolumbre também reajustou a cota parlamentar, que varia de acordo com o estado.
Para os senadores do Amapá, por exemplo, o valor mensal subiu de R$ 42,8 mil para R$ 51,1 mil, enquanto para os do Acre houve um aumento de 30%, de R$ 38,8 mil para R$ 50,4 mil. A última revisão da cota ocorreu há dois anos, sob a presidência de Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Agora, as cotas variam entre R$ 36 mil e R$ 52 mil.
Os servidores de alto escalão também foram beneficiados com a concessão de um “penduricalho” semelhante ao do Judiciário, que prevê uma licença compensatória: um dia de folga a cada três dias úteis de trabalho, limitado a dez dias por mês.
A licença também poderá ser convertida em dinheiro, o que aumenta ainda mais os salários. O benefício é destinado a servidores em “função relevante singular”, como os que atuam nas diretorias, gabinetes e consultorias do Senado.
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Comentários (4)
Márcio Roberto Jorcovix
09.03.2025 14:50Um safado com a única e exclusiva preocupação de aumentar as regalias dos políticos e funcionários públicos do Congresso. Estes malditos perderam a vergonha de vez, não estão nem aí para a opinião pública. Enquanto isto ficamos discutindo sobre Lula ou Bolsonaro. Que decadência
Lecio Ferreira
09.03.2025 13:40Tá explicado sua eleição quase por WO na presidência do senado e o outro que foi eleito presidente da Câmara vai fazer quase pior aumentando o número de deputados federais e por cascata os estaduais.
Guilherme Rios Oliveira
09.03.2025 11:49Acho muito justo uma vez que todos os trabalhadores do setor privado deste país riquíssimo folgam um dia a cada dois trabalhados e ainda têm direito de R$ 3.000,00 por mês de vale alimentação, além de 60 dias de férias por ano. É uma questão de justiça social, afinal de contas os funcionários do senado são muito mal remunerados.
tclsãopaulo
09.03.2025 10:57Quanta preocupação com o povo…….