Omar Aziz deve comandar CPMI do Roubo das Aposentadorias
Relatoria deve ficar com um partido de Centro; Republicanos e PSB são apontados como siglas com maiores chances
O senador Omar Aziz (PSD) é apontado como o favorito para comandar a CPMI do Roubo das Aposentadorias. A investigação parlamentar mista foi autorizada nesta terça-feira, 17, por Davi Alcolumbre (União-AP) em sessão do Congresso Nacional.
Com a indicação de Aziz – nome defendido tanto pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), quanto pelo presidente do Congresso, Alcolumbre, abre-se margem para que o Centrão também assuma a relatoria do colegiado.
“O presidente da CPMI, indicado pelo Senado, ao que tudo indica, falta a confirmação, deverá ser o senador Omar Aziz, do PSD. O Senado não vai indicar um petista para presidir a CPMI. Então é razoável que a CPMI tenha a isenção necessária”, disse nesta terça-feira Randolfe Rodrigues.
“Começa a CPMI com vontade. Quem vem com tudo não cansa, já diz a música, e é assim que a gente está. A gente estava com vontade louca dessa CPMI ser instalada. Vamos a ela, com toda vontade”, complementou o líder governista.
O PL, partido autor do pedido, já abriu mão tanto da relatoria quanto da presidência atendendo a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta. Para Motta, como o PT também abriu mão de ter um destes postos-chave do colegiado, dois partidos figuram como favoritos para assumir a relatoria: o Republicanos, de Motta, e o PSB.
Caso o PSB assuma a relatoria, o Congresso pode repetir a dobradinha partidária da CPMI das fake news: na época, o PSD presidiu o colegiado com Angelo Coronel e a relatoria ficou com a deputada Lídice da Mata. Os dois parlamentares eram baianos.
No PSB, a deputada Tabata Amaral é apontada como eventual relatora da investigação. O nome agrada também ao presidente da Câmara.
O pedido de instalação da CPMI foi protocolado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) em 12 de maio. Segundo o documento, a CPMI será constituída de 15 deputados federais e 15 senadores, com igual número de suplentes, obedecendo-se o princípio da proporcionalidade partidária, para, no prazo de 180 dias, “investigar o mecanismo bilionário de fraudes identificado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas”.
As despesas referentes aos trabalhos da comissão foram orçadas no valor de 200 mil.
“A investigação das fraudes no INSS é necessária para proteger os direitos dos aposentados e pensionistas, recuperar recursos desviados, responsabilizar os envolvidos, corrigir falhas institucionais, restaurar a confiança pública e prevenir novos crimes contra o sistema previdenciário brasileiro”, dizem a deputada e a senadora.
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Comentários (1)
Claudemir Silvestre
18.06.2025 19:11Pau mandado do governo PT !!! Não vai apurar coisa nenhuma !! Coitado dos aposentados !!!