O VAR governista na CPMI do INSS
Integrantes da base governista passaram a espalhar o que, na visão deles, seria a prova de que houve fraude na sessão desta quinta
Integrantes da base governista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS resolveram espalhar, no início da tarde desta quinta-feira, aquilo que eles chamam de fraude na votação da quebra dos requerimentos de quebras de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.
Em uma série de imagens da TV Senado, eles argumentam que votaram contra o pedido de quebra de sigilo do Lulinha os senadores Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner, Teresa Leitão e os deputados Damião Feliciano, Atila Lira, Cleber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carletto e Rogério Correia.
Na visão da base petista, votaram a favor das quebras os senadores Izalci Lucas, Eduardo Girão, Rogério Marinho e os deputados Coronel Fernanda, Adriana Ventura, Alfredo Gaspar e Marcel van Hatten.
No entanto, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), argumenta que na hora da votação dos requerimentos em bloco havia 31 presentes. Assim, com 14 votos governistas, os demais seriam automaticamente pela aprovação da devassa nas contas do filho do presidente Lula.
Como mostramos mais cedo, a base governista vai apresentar um recurso junto ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
Além disso, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) disse que iria ingressar com uma representação junto ao Conselho de Ética do Senado contra o presidente da CPMI Carlos Viana (Podemos-MG) por suspeita de fraude.
“O senhor presidente não atendeu um conjunto de requerimentos nossos, que entre outros, pedir investigação sobre o PRB, pedir investigação sobre a empresa do senhor Zema. Investigação não pode ser investigação seletiva”, declarou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues.
“Mesmo com essa maioria, ele [Viana] proclamou um resultado diferente”, argumentou Paulo Pimenta.
“O governo veio pra cá com a decisão de que ou se coloca os nomes que eles querem todos ou se não se votaria nada. Eu só vou colocar em pauta nomes que estejam ligados diretamente à investigação. Eu não vou agir politicamente contra ninguém. E o resultado é que o jogo virou. Vieram pra cá tentando blindar toda a pauta, não tiveram os votos necessários”, declarou o presidente da CPMI Carlos Viana.
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Comentários (2)
Juarez Borges
26.02.2026 18:42Se cancelar essa votação, ai pode esquecer tudo.
Rosa
26.02.2026 14:59Vão conseguir, quem está no poder pode tudo; infelizmente.