O tom “institucional” de Maia
Nas últimas semanas, à medida que o esfacelamento do governo de Michel Temer cresce e a perspectiva de tornar-se presidente da República começa a se tornar real, Rodrigo Maia passou a assumir uma postura que vem sendo qualificada por alguns como “institucional”, segundo O Globo."Na prática, trata-se de uma postura de maior distanciamento do governo, sem ruptura. É também a demonstração pública de que...
Nas últimas semanas, à medida que o esfacelamento do governo de Michel Temer cresce e a perspectiva de tornar-se presidente da República começa a se tornar real, Rodrigo Maia passou a assumir uma postura que vem sendo qualificada por alguns como “institucional”, segundo O Globo.
“Na prática, trata-se de uma postura de maior distanciamento do governo, sem ruptura. É também a demonstração pública de que tem condições de comandar o país até as eleições de 2018. Isso ficou evidenciado, por exemplo, quando defendeu em redes sociais na última sexta-feira a necessidade da aprovação de reformas da Previdência, tributária e de mudanças na legislação de segurança pública. Hoje, a grande preocupação do mercado é com o imobilismo que Temer vem demonstrando nas últimas semanas, especialmente em relação à reforma da Previdência.
Diferentemente do peemedebista, que liderou as articulações no Congresso para que o impeachment contra Dilma fosse aprovado, Maia, mesmo nos bastidores, não trabalha para derrubar Temer, segundo o relato de deputados e senadores próximos. Enquanto Temer montou um quartel-general no Palácio do Jaburu no qual discutia abertamente cargos e ministérios para derrubar Dilma, Maia não faz gestos explícitos. No entanto, o fluxo de deputados dos mais diversos partidos na residência oficial da Câmara não para de crescer.”
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